Dislexia: estudo de caso 2012

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 26 (6325 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de abril de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Introdução
As dificuldades na leitura e na escrita são uma realidade com que os professores se defrontam no dia-a-dia nas salas de aula.
O erro existe, aliás é na tentativa-erro que conseguimos chegar ao conhecimento. No entanto há alunos cujo percurso de aprendizagem é mais lento. A forma de o atenuar é darmos a possibilidade do que não é igual poder coexistir. Aliás, segundo Pierre Tap(1996) não é no diferente que está o erro, mas no considerar-se o diferente um erro. A normalidade, essa suprema miragem, é errante, porque é una. A humanidade, pelo contrário, é plural e por isso só se afirma na diversidade.
Tem-se verificado uma fobia por tudo o que fuja ao que é considerado normalidade. Esta obsessão pela estandardização e a falta de conhecimento leva até alguns a quererem anularas diferenças individuais.
As diferenças existem e ao ignorarmo-las só as vamos acentuar.
Tem de se romper com “o modelo instrutivo e transmissor, com as escolas tradicionais onde as crianças diferentes não encontram as condições mínimas para o seu progresso” (Jímenez, 1997, p.21) e abrir portas para uma escola inclusiva em que é possível encontrar repostas para todos “sem prejudicar osoutros, mas muito pelo contrário, beneficiando todos os alunos em geral, por tudo o que traz de mudança e renovação e pelos novos recursos e serviços com que podem contar” (Jímenez,1997, p.21).
Foi-me proposto um trabalho referente às dificuldades na leitura e na escrita tendo escolhido a dislexia. Optei por este tema porque na minha carreira de docência tive um aluno com dislexia e senti que houvepouco trabalho de parceria com a professora de educação especial. Achei que se essa parceria tivesse sido mais fomentada, teria decorrido uma melhor implementação das adequações curriculares.
A dislexia é um tema muito amplo pois existem vários tipos de dislexia. Para o clarificar procurei fornecer um panorama geral - a evolução do conceito de dislexia, os tipos de dislexia, a origem problemáticadas dificuldades na leitura, o diagnóstico (os sintomas que a caracterizam e como intervir), que estão presentes no capítulo I (enquadramento teórico). Para tal recorri a uma pesquisa qualitativa de carácter bibliográfico.

A parte pática do trabalho, capítulo II - estudo empírico, refere-se ao estudo de caso de uma criança com dislexia. Se se pretende um ensino diferencial, nada melhor que oestudo de caso, compreendendo o desenvolvimento pessoal e académico do sujeito em estudo, a fim de perceber e relacionar os dados desde os primeiros anos de vida até à actualidade.
Tendo a avaliação das competências adquiridas e a adquirir, faço uma proposta de intervenção – capítulo V, indicando os objectivos gerais e as estratégias a implementar para diminuir as dificuldades na leitura e naescrita.
Este trabalho tem como finalidade pessoal um exercício mais crítico e aprofundado do aluno com dificuldades específicas promovendo um desenvolvimento pessoal, construído a partir de uma educação para todos, o equilíbrio psicológico e a aprendizagem.

Cap. I - Enquadramento Teórico
1.1- Conceitos de Dislexia

Nos finais do séc. XIX aperceberam-se da existência de dislexia. Noentanto, o aprofundamento dos estudos ocorreu já no séc. XX.
Em 1896, Pringle Morgan, descreveu o caso clínico de um jovem de 14 anos que, apesar de ser inteligente, tinha uma incapacidade quase absoluta em relação à linguagem escrita, que designou de “cegueira verbal”.
Desde então várias foram as denominações atribuídas para esta perturbação: “cegueira verbal congénita”, “dislexia congénita”,“estrefossimbolia”, “alexia do desenvolvimento”, “dislexia constitucional”, “parte do contínuo das perturbações de linguagem, caracterizada por um défice no processamento verbal dos sons”...
Entretanto, já na década de 60, sob a influência das correntes psicodinâmicas, foram minimizados os aspectos biológicos da dislexia, enfatizando os problemas emocionais, afectivos e “imaturidade” como...
tracking img