Discurso

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Semiótica
Docente: Elisabete Silva

Tecnologias da Comunicação

rabalho realizado por:
Manuela Ramos Nº 21192
Mirandela/1º Semestre 2009

Resumo

A Semiótica é utilizada na publicidade como corpus de análise, explicar as relações entre imagem e palavra de persuasão nos consumidores. Uma tendência recente é a publicidade visual, na qual os argumentos persuasivosbaseiam-se fundamentalmente no discurso e na retórica da imagem. Neste trabalho, apresento uma análise de algumas campanhas como por exemplo dos relógios Chopard e Swatch, televisores Pioneer, telemóvel Prada da LG, o novo automóvel da Ford e para finalizar a colecção de verão da Marc Cain.
Com o objetivo de contribuir para o entendimento do processo persuasivo da imagem publicitária, num percursoanalítico que vai da percepção dos elementos expressivos da mensagem até a interpretação da acção pretendida pelo anunciante.

Introdução

Floch trata a imagem como um “texto-ocorrência”, em que o sentido da imagem é válido para um determinado manifesto e apenas dentro de sua organização. Esse manifesto pode ser um logotipo, um desenho, um filme, uma peça publicitária ou qualqueroutro “objeto” de estudo, sincrético ou complexo, de que se possa extrair uma narrativa.
Para Floch o objecto de análise na publicidade é o sistema de valores do consumidor que entra em jogo quando este decide comprar um automóvel. De acordo com o autor, essas valorizações são de quatro tipos básicos:
a) Valorização prática: correspondente aos valores de uso, concebidos como contráriosaos valores de base (valores utilitários, conforto, potência...);
b) Valorização utópica: correspondente aos valores de base concebidos como contrários aos valores de uso (valores existenciais como identidade, liberdade, vida, aventura...);
c) Valorização lúdica: correspondente à negação dos valores utilitários (as valorizações lúdica e prática são contraditórias entre si, osvalores lúdicos são o luxo, o refinamento...)
d) Valorização crítica: correspondente à negação dos valores existenciais (a valorização crítica e a valorização existencial são contraditórias entre si; as relações de qualidade/ preço e custo/benefício são próprias dos valores críticos).

Numa análise do anúncio publicitário impresso ou seja imagem publicitária, como manifesto visualcomposto por imagens icónicas e tipográficas, em combinação semi-simbólica) as relações inter textuais concernem à campanha publicitária que incorpora estes anúncios, assim como o histórico de valores de comunicação do produto ou da marca do anunciante.

Para uma análise consistente do anúncio e de seu verdadeiro valor persuasivo, devemos considerar não só o “texto”, ou seja, o anúncio impresso, poisesse “texto” está vinculado a outros “textos”, mas a sua relação com o posicionamento da marca para aquela campanha e, ainda, para campanhas anteriores.
A publicidade é um espelho da cultura em que se insere, ao mesmo tempo em que retrata os valores sociais e ideais do momento histórico em que foi produzida e está inserida ou seja a decorrer a campanha.
A intertextualidade está presente naleitura das várias mensagens contidas em um manifesto visual, desde o momento da apreensão global do anúncio, no nível perceptivo, até sua possível interpretação cultural.

Análise dos anúncios

a) Nível icónico: este nível se situa no plano da denotação e inclui os dados concretos da imagem ou os elementos gráficos que representam o objecto de referência.
b) Nível iconográfico:trabalha com dois tipos de codificação, o histórico e o publicitário. No primeiro tipo, a publicidade investe significados convencionais, no segundo, inclui convenções criadas pela própria publicidade, como, por exemplo, a maneira de uma modelo cruzar as pernas ou olhar para o leitor com cumplicidade. As conotações são, portanto, significados convencionais decorrentes de uma aprendizagem cultural....
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