Discurso do presidente da na abertura do ivngresso do mpla co

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29/Abril/2011

Discurso na abertura do IV congresso extraordinário do MPLA


Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos



CAMARADAS DELEGADOS,
DISTINTOS CONVIDADOS,
ILUSTRES MEMBROS DA PRESIDÊNCIA,
CAROS CAMARADAS,

Os Congressos do Partido são momentos especiais em que delegados das Organizações de Base, eleitos nas conferências municipais e provinciais do Partido, erepresentantes dos Órgãos de Direcção se reúnem para analisar em profundidade a real situação interna do Partido, os problemas da sociedade angolana e o contexto internacional que nos rodeia.

Este Congresso Extraordinário tem a particularidade de ter lugar numa altura em que o mundo parece retornar aos métodos da época da Guerra Fria, quando, nas relações internacionais, o uso da força e a ingerênciaem assuntos internos de estados soberanos prevalecia sobre o uso da força do Direito e do respeito pela igualdade soberana das Nações.

Utilizando vários pretextos ou critérios subjectivos, ou ainda uma política selectiva em função dos seus interesses, alguns países industrializados ocidentais estão a realizar intervenções militares condenáveis para condicionar a resolução de problemas internosde outros países soberanos.

Estas intervenções, diga-se em abono da verdade, só são possíveis em países nos quais as sociedades e os povos estão divididos, e a África está a ser usada como campo de ensaio para essa política, cujo objectivo é certamente o acesso fácil às matérias-primas e o ressurgimento do neocolonialismo.

A resposta mais adequada e mais eficaz a dar a esta situação é fazervaler os valores e princípios que sempre nortearam o MPLA, isto é, reforçar a Unidade Nacional, consolidar a Paz e a Democracia e afirmar a nossa Liberdade e a Soberania Nacional.

Caros Delegados,

Com a conquista da paz, em 2002, o nosso Partido definiu uma estratégia para a normalização da vida nacional, que implementou com êxito, e que permitiu levar a cabo os seguintes objectivos:

1.O reassentamento de mais de quatro milhões de pessoas em vários pontos do território nacional;

2. A desminagem e a reconstrução das principais vias de comunicação e pontes para ligar fisicamente o território nacional e permitir a circulação de pessoas e bens e a instalação da
administração do Estado em todo o país;
3. A reabilitação das centrais eléctricas e das linhas de transporte deenergia eléctrica;
4. A reabilitação das escolas e o aumento do número de alunos de cerca de um milhão e meio para mais de cinco milhões;
5. A reabilitação do sistema de captação e tratamento de água e a reabilitação dos principais centros de saúde;
6. A desminagem e a reabilitação dos caminhos-de-ferro;
7. O início da desminagem dos campos agrícolas;
8. A estabilização dos indicadoresmacroeconómicos, a redução da inflação e o relançamento da actividade económica e social;
9. A consolidação da paz e da democracia e a promoção da Reconciliação Nacional.

De um modo geral, isto permitiu conferir dignidade e esperança no futuro a um povo saído de duras e prolongadas guerras e de um período de grande sofrimento e de privações de todo o tipo.

Hoje sabemos exactamente o que queremos etemos um rumo seguro, plasmado numa Plataforma Política e numa Estratégia de Reconstrução Nacional de longo prazo, que estão inscritas no livro Angola – 2025.

O Programa Eleitoral do MPLA que mereceu em 2008 a concordância de mais de 81 por cento dos eleitores angolanos é a primeira fase dessa Estratégia, que está a ser cumprida satisfatoriamente.

A crise económica e financeira internacional,que atingiu de forma mais ou menos grave todos os países, afectou ou atrasou alguns dos compromissos então assumidos, mas não nos desviou da sua essência e dos seus objectivos fundamentais.

É assim que temos projectos em curso ou já realizados, e a todo o instante novos e rigorosos levantamentos vão sendo feitos por dirigentes e técnicos competentes, para avaliarmos novas situações e problemas...
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