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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO 12º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE FORTALEZA/CE.

Processo nº: 032.2010.928.869-9
Requerente: GLAISE WEYNE RODRIGUES
Requerida: RITA DE CASSIA FREITAS PAZ
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE danos MORAIS

CONTESTAÇÃO COM PEDIDO CONTRAPOSTO

RITA DE CASSIA FREITAS PAZ, brasileira, solteira, autônoma, portadora do RG nº. 8903002016813 - 2ª Via SSP/CEe CPF nº. 433.629.583-20, residente e domiciliada na Rua Barbara de Alencar, nº. 1920, Bloco B, Apto 108, Aldeota, Fortaleza-CE, CEP 60.140-000, vem, com o devido acatamento, à presença de V. Exa. apresentar CONTESTAÇÃO COM PEDIDO CONTRAPOSTO aos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS, que lhe promove GLAISE WEYNE RODRIGUES, já qualificado nos autos, o que faz pelas razões de fato e dedireito a seguir expostas:
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BREVE RESUMO DOS FATOS ALEGADOS NA INICIAL.

I – O Requerente alega, em síntese, que é morador do Conjunto Residencial Parque José de Alencar, onde também reside a Requerida.
II – Segue narrando que no dia 17 de setembro de 2010, aproximadamente às 08h00min da manhã, retornava de sua caminhada matinal, quando se dirigiuao Sr. Valdemir Ferreira Lopes, porteiro e que estava de folga, que efetuava um corte de ramos das plantas de um jardim daquele condomínio.
III – Segundo o Requerente, naquele momento, foi insultado aos brados pela Requerida, que vociferou: “Saía daqui seu velho caquético! Não se meta! Você é um velho caquético!”, numa forma de menosprezo, e ainda ameaçou de chamar a polícia através do 190.
IV –Salienta ainda que não se dirigiu à Requerida em nenhum momento, e, que não sabe o motivo pelo qual teria sido agredido de forma tão rude, o que chamou a atenção de diversos moradores que foram verificar a “baixaria” através de suas janelas.
V – O Requerente alega que isso é muito vexatório e desonroso para um homem de sua idade (63 anos), que viveu exclusivamente de seu trabalho.
VI – Afirmaainda que é sabido no condomínio que a Requerida é useira e vezeira nessa prática de ofender as pessoas idosas, tendo já sofrido outras ações judiciais, e que as pessoas que moram ao redor ficaram estupefatas diante de tanta ira gratuita.
VII - Por fim, requer o comparecimento da Requerente em juízo para reparar os danos a ele causados, dando à causa o valor de 20 salários mínimos, e, apontandotrês testemunhas que, supostamente, teriam presenciado o fato.

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DA VERACIDADE DOS FATOS.

I – A narrativa acima elucidada pelo Requerente, não condiz com a realidade dos fatos verdadeiramente ocorridos. Assim, Por todas as irrefutáveis razões que passamos a alegar, não merece prosperar o pedido inicial.
II – A Requerida, verdadeiramente,mora no mesmo condomínio do Requerido, e, no dia 17 de setembro de 2010, por volta das 8 horas da manhã, pediu para o Sr. Valdemir Ferreira Lopes, porteiro do condomínio que estava de folga, que naquele dia fizesse uma polda em seu jardim.
III – A Requerida estava junto ao Sr. Valdemir, acompanhando os serviços no jardim, quando o Requerente chegou em seu carro, parando-o em frente, e de dentro doveículo perguntou ao Sr. Valdemir se ele iria fazer essa polda em todo o condomínio. Nesse momento, a Requerida disse-o que não, que o serviço seria feito somente em seu jardim.
IV – Ouvindo a resposta da Requerida, o Requerente disse, rispidamente, que não estava falando com ela. Em seguida, perguntou ao Sr. Valdemir se ele iria fazer essa “merda” no jardim todo, obtendo resposta educada do Sr.Valdemir, lhe informando que o serviço seria feito apenas naquele jardim.
V – Após presenciar tal ato de ignorância do Requerente, a Requerida disse ao Requerido que ele deveria respeitar mais as pessoas. Foi quando o Requerido chamou a Requerente de “vagabunda”, desceu de seu carro e ameaçou “dar na cara dela”, inclusive, afirmando que ela não era “porra nenhuma” naquele condomínio e, portanto,...
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