Difteria

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Universidade de Itaúna

Difteria

Danúbia Naiara Costa e Silva
Larissa Martins Santos
Enfermagem

Itaúna
2013
Danúbia Naiara Costa e Silva
Larissa Martins Santos

Difteria
Trabalho assistido pelo curso de enfermagem da Universidade de Itaúna,pela disciplina Doenças Infecto-Contagiosas

Itaúna
2013
Sumário

Introdução

Descrição da doença
A Difteria, também chamada deCrupe, é uma doença transmissível aguda, toxiinfecciosa, imunoprevenível, causada por bacilo toxigênico, que frequentemente se aloja nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. É caracterizada por placas pseudomembranosas típicas.
Seu agente etiológico é conhecido como Corynebacterium diphtheriae, bacilo gram-positivo, produtor da toxina diftérica,quando infectado por um fago.
O principal reservatório é o próprio doente ou o portador, sendo esse último mais importante na disseminação do bacilo, por sua maior frequência na comunidade e por ser assintomático. A via respiratória superior e a pele são locais habitualmente colonizados pela bactéria.

Transmissão
A transmissão se dá pelo contato direto de pessoa doente ou portadorescom pessoa suscetível, através de gotículas de secreção respiratória, eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Em casos raros, pode ocorrer a contaminação por fômites.



O período de incubação,em geral, é de 1 a 6 dias, podendo ser mais longo. O período de transmisibilidade,em média,dura até 2 semanas após o início dos sintomas. Aantibioticoterapia adequada erradica o bacilo diftérico da orofaringe, de 24 a 48 horas após a sua introdução, na maioria dos casos.
O portador pode eliminar o bacilo por 6 meses ou mais, motivo pelo qual se torna extremamente importante na disseminação da difteria.
A suscetibilidade é geral. A imunidade pode ser naturalmente adquirida pela passagem de anticorpos maternos via transplacentária,que protegem o bebê nos primeiros meses de vida, ou através de infecções inaparentes atípicas, que conferem imunidade em diferentes graus, dependendo da maior ou menor exposição dos indivíduos. A imunidade também pode ser adquirida ativamente, através da vacinação com toxóide diftérico.
A proteção conferida pelo soro antidiftérico (SAD) é temporária e de curta duração (em média, 2 semanas). Adoença normalmente não confere imunidade permanente, devendo o doente continuar seu esquema de vacinação após a alta hospitalar.



Manifestações clínicas
A presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas, é a manifestação clínica típica. Essas placas podem se localizar na faringe, laringe e fossas nasais,sendo menos frequentemente observadas na conjuntiva, pele, conduto auditivo, vulva, pênis (pós-circuncisão) e cordão umbilical.
Clinicamente, a doença manifesta-se por comprometimento do estado geral do paciente, que pode apresentar-se prostrado e pálido; a dor de garganta é discreta, independentemente da localização ou quantidade de placas existentes, e a febre normalmente não é muitoelevada, variando entre 37,5ºC a 38,5°C, embora temperaturas mais altas não afastem o diagnóstico.
Nos casos mais graves, há intenso edema do pescoço, com grande aumento dos gânglios linfáticos dessa área (pescoço taurino) e edema periganglionar nas cadeias cervicais e submandibulares. Dependendo do tamanho e localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda no paciente, oque muitas vezes exige imediata traqueostomia para evitar a morte.
O quadro clínico produzido pelo bacilo não-toxigênico também determina a formação de placas características, embora não se observe sinais de toxemia ou a ocorrência de complicações.
No entanto, as infecções causadas pelos bacilos não-toxigênicos têm importância epidemiológica por disseminar o C. diphtheriae.
Formas...
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