Diego

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A Mecanização assume o Comando

As Organizações vistas como Máquinas

Inegável é o fato de que vivemos numa sociedade em que nos deixamos absorver pelo poder produtivo e minucioso das máquinas. Mas será que elas servem apenas para aumentar as nossas habilidades produtivas ou mexeram de certa forma com a nossa maneira de viver, ou mesmo com o nosso ser? Para nós que nascemos e crescemos nummundo já tecnologicamente dependente, fomos interiorizando o funcionamento das máquinas (moldadas pela imaginação, sentimentos e pensamentos do homem através dos tempos, refletindo isso mesmo na maneira de fazermos algo,de produzirmos.
Consideremos, por exemplo, todo o planejamento que as empresas fazem para o funcionamento da sua organização. O trabalhador tem horas para chegar ao trabalho, tem umdeterminado conjunto de afazeres pré-estipulados, tem horas específicas de descanso das quais segue para a conclusão do trabalho, do seu dia de trabalho ou turno. Normalmente o trabalho é metódico, mecânico e repetitivo também. O funcionamento da organização é planeado como que os funcionários sejam partes de máquinas que por sua vez são partes de uma outra maior que é a organização em questão.Organizações planeadas mediante esta ordem de ideais,são comumente rotuladas como burocracias. O nome “organizações”, por si só, representa algo em que as suas partes estão claramente relacionadas com uma ordem determinada. Existe portanto um conjunto de relações mecânicas.

As Origens da Organização Mecanicista

A palavra organização deriva do grego organon que significa ferramenta ouinstrumento. Ferramentas ou instrumentos são dispositivos mecânicos inventados e aperfeiçoados para facilitar elaboração de uma tarefa ou produto em particular A utilização de instrumentos que facilitavam algumas tarefas era já notória em tempos mais antigos onde construíam pirâmides, impérios e igrejas. Porém, é com a Revolução Industrial na Europa e América do Norte que se inventam e proliferam asmáquinas propriamente ditas, e, onde as organizações se tornam verdadeiramente mecanizadas. Com o uso conseqüente dessas máquinas, as organizações tiveram de se adaptar a elas, de modo a satisfazer as suas exigências incontornáveis. Se examinarmos as consecutivas mudanças que ocorreram na Revolução Industrial, deparamo-nos com uma proporcional mudança no sentido da burocratização e rotinização da vidaem geral. Aqueles que trabalhavam por conta própria habituados apenas a fazer o seu trabalho em casa e mesmo aqueles que tinham a arte de artesão, rapidamente abandonaram as suas casas e oficinas em prol de trabalhar num local onde não lhes era exigido uma habilidade específica, nos ambientes fabris. Por outro lado os donos das fábricas, que procuravam uma maior
eficiência, rapidamente perceberamque teriam de proceder a transformações
de modo a reduzirem a liberdade de ação dos trabalhadores que estariam à
mercê das próprias máquinas e supervisores. Procederam também a um
disciplinamento dos seus funcionários de forma a estes seguirem a nova e
rigorosa rotina de produção da fábrica. Com a necessidade que as estruturas militares tinham de disciplinar o exército de forma a este se“mecanizar”, em contrapartida de ser apenas um aglomerado de homens sem organização nenhuma, houve uma certa transformação dos homens em autômatos. Partes de uma maquina de guerra, que trouxe novos conceitos de hierarquia e descentralização, criando desta maneira uma maior autonomia das partes. O sociólogo alemão Max Webber alertou para o fato de que, tal fenômeno de mecanização burocrática que incutiaàs organizações a sua precisão e rapidez poderia ter efeitos negativos sobre o lado humano da sociedade. De notar que os trabalhos deste filósofo sempre estiveram envolvidos em grande cepticismo, no que tocava à burocracia. Se por um lado Max Webber se mostrava céptico quanto a esta burocracia, mais tarde foram estabelecidas as bases daquela que é agora “a teoria da administração clássica” e...
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