Dialetica

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  • Publicado : 7 de março de 2013
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LEIS DA DIALÉTICA
O Movimento Dialético.
Quem diz dialética diz movimento, mudança. Para ter um estudo dialético devemos nos colocar no ponto de vista dialético, ou seja, no movimento na mudança.
Eis uma maçã. Temos dois modos de estudá-la: Do ponto de vista metafísico e do dialético.
Os metafísicos descreverão o fruto: Sua forma, cor, peso, tamanho… falarão de seu gosto etc.…depois pode secomparar à maçã com a pêra, ver suas semelhanças s diferenças e por fim concluir uma maçã é uma maçã e uma pêra é uma pêra.
Se quisermos estudar a maça dialeticamente, estudamo-la no movimento; não no movimento da maçã que rola e cai, mas o movimento de sua evolução.
Devemos constatar que a maçã madura não foi sempre uma maçã madura, antes era uma maçã verde, que já fora uma flor, que foi umbotão; e assim chegaremos até a macieira o broto, a semente…. vimos que a maçã não foi sempre uma maçã, nem permanecerá o que é. Se cair da macieira ira apodrecer, se decompor, libertará as sementes que se tudo correr bem dará um rebento, depois uma árvore. Portanto a maçã não foi e também não ficará sempre o que é.
II – Para a dialética não existe nada de definitivo…
Para a dialética, não existenada de definitivo, de absoluto, de sagrado; apresenta a *caducidade de todas as coisas e em todas as coisas, e, para ela, nada existe além do processo ininterrupto do devir e do transitório.
Para a dialética não existe nada de definitivo. Para a dialética tudo tem um passado e terá um futuro; que por conseguinte, nada é de uma vez para sempre, e o que é hoje não é definido. (exemplo da MAÇÃ) PARA adialética, não existe nenhum poder no mundo nem para além dele que possa fixar as coisas num estado definitivo, portanto Nada de absoluto. (Absoluto significa: Que não está submetido a qualquer condição; portanto, universal, eterno, perfeito.) NADA de sagrado, isto não quer dizer que a dialética despreze tudo. Não! Uma coisa sagrada é aquela que se considera imutável, que não se deve tocar nemdiscutir, mas só venerar. A sociedade capitalista é sagrada por exemplo. A dialética diz que nada escapa ao movimento, à mudança, às transformações da história.
*Caducidade vem de caduco, que significa que cai; uma coisa caduca é a que envelhece e deve desaparecer. Para a dialética o que está caduco já não tem razão de ser. O que é jovem torna-se velho, o que hoje tem vida morre amanhã. Portantopara a dialética nada é eterno, salvo a mudança. É considerar que nenhuma coisa particular pode ser eterna, senão o devir.
Mas o que é o devir?
Vimos a história da maçã. Vejamos agora o lápis que também tem sua história.
O lápis hoje usado, já foi novo. A madeira da qual o lápis foi feito saiu de uma prancha, e está de uma arvore. A maçã e o lápis têm cada um a sua história, e não foram sempre oque são. Mas há uma diferença entre essas duas histórias!
A maça verde tornou-se madura. Podia, se tudo corresse bem, não se tornar madura? Não, Devia amadurecer, cair a terra, apodrecer, se decompor e libertar as sementes.
Enquanto a arvore de que vem o lápis pode não se tornar prancha, e esta não se tornar lápis. E este pode, ele próprio não ser afiado.
No caso da maçã uma fase sucede àoutra, e inevitavelmente uma outra fase se dará (se nada interromper a evolução).
Já na história do lápis uma fase pode não seguir a outra, se a história do lápis percorre todas as fases é por uma intervenção estranha – a do homem.
A maçã possui em seu processo fases que se sucedem, a segunda que deriva da primeira, etc.…ela segue o devir. No lápis as fases justapõem-se, sem resultar uma da outra. Éque a maçã tem processo natural.
III – O Processo.
Palavra que vem do latim, e quer dizer marcha em frente, ou ato de avançar, de progredir.
Por que é que a maçã sendo verde se torna madura?
Quando examinamos a flor que se tornará maçã, a maçã verde que se tornará madura, constatamos que os encadeamentos que impelem a maçã na sua evolução atuam sob o domínio de forças internas a que...
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