Diabetes

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Biologia do Esforço Curso de Terapêutica Ocupacional 4º Ano

A ACTIVIDADE FÍSICA, SAÚDE E A DIABETES MELLITUS

Autores: Docente:

PORTO, 2006

A ACTIVIDADE FÍSICA, SAÚDE E A DIABETES MELLITUS

1. Mecanismos e Alterações Fisiopatológicas da Diabetes Mellitus
A Diabetes Mellitus (DM) é fundamentalmente o resultado da secreção inadequada de insulina ou da incapacidade dos tecidos pararesponder à mesma.
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A insulina é uma hormona pancreática que desempenha um importante papel na regulação da concentração dos nutrientes críticos do sistema circulatório, especialmente a glicose e os aminoácidos do sangue. Os tecidos alvo principais para a insulina são o fígado, o tecido adiposo, o centro da saciedade (hipotálamo), e o músculo esquelético. As moléculas de insulina ligam-se a umreceptor de membrana nas suas células alvo. Antes que as células respondam à insulina dá-se a fosforilação de proteínas específicas na membrana. Parte da resposta celular à glicose corresponde ao aumento na membrana citoplasmática do número de proteínas de transporte activo para a glicose e para os aminoácidos. A seguir, a insulina e as moléculas receptoras são levadas por endocitose para ointerior da célula e a insulina é libertada do receptor e metabolizada. Em geral, o papel da insulina é aumentar a capacidade dos seus tecidos alvo captarem e utilizarem a glicose e os aminoácidos.
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As moléculas de glicose que não são imediatamente necessárias como fonte de energia para manter o metabolismo celular, são armazenadas sob a forma de glicogénio no musculo esquelético, no fígado enoutros tecidos, sendo convertido em gordura no tecido adiposo. Os aminoácidos podem ser degradados e utilizados como fonte de energia ou utilizados para a síntese de glicose, ou ainda serem convertidos em proteínas. Na ausência de insulina não há capacidade destes tecidos para aceitar e utilizar a glicose e os aminoácidos. Quando existe demasiada insulina, os tecidos alvo captam rapidamente aglicose do sistema circulatório e como consequência a glicemia decresce para níveis muito baixos.
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Embora a maior parte do sistema nervoso, salvo o centro de saciedade, não seja tecido alvo para a insulina tem, mesmo assim, um papel importante na regulação da concentração da glicose sanguínea de que depende o sistema nervoso. Visto que o sistema nervoso depende da glicose como nutriente, ahipoglicemia determina o funcionamento inadequado do sistema nervoso central.
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Na ausência de insulina, o transporte de glicose e de aminoácidos para o interior da célula diminui drasticamente, embora os níveis sanguíneos destas substâncias possam ser muito elevados. O centro da saciedade requer insulina para captar glicose. Sem insulina o centro de saciedade não pode detectar a presença daglicose no líquido extracelular mesmo quando a concentração é elevada. O resultado é uma intensa sensação de fome apesar dos altos níveis de glicemia.
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A secreção de insulina é controlada pelo nível sanguíneo de nutrientes, pela estimulação neural e pelas hormonas.
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O aumento das concentrações da glicose (hiperglicemia) e de aminoácidos, logo após uma refeição, estimulam as células betados ilhéus pancreáticos ou de Langerhans, onde é secretada a insulina. Além disso, a estimulação parassimpática provoca também a secreção de insulina. Esta actua na maior parte dos tecidos-alvo (fígado, músculo esquelético e tecido

adiposo) onde facilita a difusão da glicose para as células, aumenta a conversão de glicose em glicogénio (glicogénese), aumenta a síntese proteica e a degradaçãodas gorduras. Deste modo, à medida que os níveis de glicose e de aminoácidos decrescem no sangue, também decresce o ritmo de secreção de insulina, o que acontece várias horas após uma refeição ou durante os períodos de jejum. Se os níveis de glicose continuassem a diminuir entrar-se ia em hipoglicemia. Como mecanismo de retroacção, por estimulação simpática, é inibida a acção da insulina e...
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