Di-glauber e a morte

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UFF/IACS/CURSO DE ESTUDOS DE MÍDIA
Disciplina: Linguagem de Documentário
Professor: Miguel Freire
Aluna: Júlia da Motta Pacheco Robadey da Cunha




Di-Glauber e a Morte































“A morte é um tema festivo pros mexicanos, e qualquer protestante essencialista como eu não a considera tragedya . . Em Terra em Transe o poeta PauloMartins recitava que convivemos com a morte...etc... dentro dela a carne se devora - e o cangaceiro Corisco, em Deus e o Diabo na Terra do Sol, morre profetizando a ressurreição do sertão no mar que vira sertão que vira mar... Matei muitos personagens? Eles morreram por conta própria, engendrados e sacrificados por suas próprias contradições: cada massacre dialético que enceno e monto se autodefine nasíntese fílmica, e do expurgo sobram as metáforas vitais. As armas de fogo, facas e lanças são os objetos mortais usados por meus personagens, mas a rainha Soledad bebe simbolicamente veneno no final de Cabeças Cortadas e os mercenários de O Leão de Sete Cabeças são enforcados. Em Câncer, Antônio Pitanga estrangula Hugo Carvana, assim como Carvana se suicida em Terra em Transe. Em Claro foi usadoum canhão para matar um mercenário no Vietnam e dois personagens morrem afogados em Barravento, além das multidões incalculáveis massacradas por Sebastião, Corisco, Diaz, etc. Filmar meu amigo Di morto é um ato de humor modernista-surrealista que se permite entre artistas renascentes: Fênix/Di nunca morreu. No caso o filme é uma celebração que liberta o morto de sua hipócrita-trágica condição. AFesta, o Quarup - a ressurreição que transcende a burocracia do cemitério. Por que enterrar as pessoas com lágrimas e flores comerciais? Meu filme, cujo título, dado por Alex Viany, é Di-Glauber, expõe duas fases do ritual: o velório no Museu de Arte Moderna e o sepultamento no Cemitério São João Batista. É assim que sepultamos nossos mortos.
Chocado pela tristeza de um ato que deveria ser festivoem todos os casos (e sobretudo no caso de um gênio popular como Emiliano di Cavalcanti) projetei o Ritual Alternativo; Meu Funeral Poético, como Di gostaria que fosse, lui... o símbolo da Vida... No campo metafórico transpsicanalítico materializo a vitória de São Jorge sobre o Dragão. E, no caso de uma produção independente, por falta de tempo e dinheiro, e dada a urgência do trabalho, euinterpreto São Jorge (desdobrado em Joel Barcelos e Antônio Pitanga) e Di-O Dragão. Mas curiosamente Eu Sou Orfeu Negro (Pitanga) e Marina Montini, dublemente Eurídice (musa de Di), é a Morte. Meus flash-backs são meu espelho e o espelho ocupa a segunda parte do filme, inspirado pelo Reflexos do Baile, de Antônio Callado, e Mayra, de Darcy Ribeiro. Celebrando Di recupero o seu cadáver, e o filme, que nãoé didático, contribui para perpetuar a mensagem do Grande Pintor e do Grande Pajé Tupan Ará, Babaraúna Ponta-de-Lança Africano, Glória da Raça Brazyleira! A descoberta poética do final do século será a materialização da Eternidade.”[1]






Dia dos Mortos

A celebração do culto aos mortos no México atual conserva muita influência pré-colombiana. Sobre os altares acendem-se velas,queimam-se incensos em braseiros de barro, colocam imagens cristãs: crucifixos e a Virgem de Guadalupe, põem-se retratos de seus falecidos. Em pratos de barro, colocam alimentos típicos da região. Bebidas alcoólicas ou vasos com água, sucos de frutas, pães adornados com açúcar vermelho, simulando sangue. Biscoitos, frutas de forno e doces feitos com abóbora.
Ainda hoje, no México, tem-se umsentimento especial diante deste fenômeno natural que é a morte. A morte é como um espelho que reflete a maneira como vivemos e nossos arrependimentos. Quando a morte chega, nos ilumina a vida. Se nossa morte não tem sentido, tão pouco teve a vida, “diga-me como morres e te direi como eras”.










































Os cultos...
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