Deveres profissionais

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DEVERES PROFISSIONAIS
Antonio Lopes de Sá ¹

Todas as capacidades necessárias ou exigíveis para o desempenho eficaz da profissão são deveres éticos.
Sendo o propósito do exercício profissional a prestação de uma utilidade a terceiros, todas as qualidades pertinentes à satisfação da necessidade, de quem requer a tarefa, passam a ser uma obrigação perante o desempenho.
Logo,um complexo de deveres envolve a vida profissional, sob os ângulos da conduta a ser seguida para a execução de um trabalho. Esses deveres impoem-se e passam a governar a ação do indivíduo perante seu cliente, seu grupo, seus colegas, a sociedade, o Estado e especialmente perante sua própria conformação mental e espiritual.
Distinguem-se, pois, os valores nas tarefas e também a importânciadestas em face da conduta humana observável perante a execução.
No dizer de Simpson, tais distinções, por si sós, já seriam suficientes para a consideração científica do estudo da questão.
Uma vez eleito o trabalho que desempenhará com habitualidade, o ser se compromete com todo um agregado de deveres éticos, pertinentes e compatíveis com a escolha da tarefa a ser desempenhada.Existem aspectos de uma objetividade, volvida ao trabalho, que apresenta particularidades próprias e também peculiares a cada especialização, ou seja. há um complexo de valores pertinentes a cada profissão.
É lícito, pois, falar de uma ética profissional, como algo amplo, e de uma Ética Profissional Aplicada a determinada profissão, como algo restrito (Ética Profissional Aplicada àContabilidade, Ética Profissional Aplicada ao Direito, Ética Profissional Aplicada à Medicina etc.).

Conceito originário de dever profissional e escolha da profissão

Quando escolhemos o que fazer, devemos consultar nossa consciência: se a tarefa é, realmente, a desejável, a condizente com o que nos apraz, e se possuímos pendor para realizá-la.
Nem sempre a escolha coincide com avocação,4 mas feita a eleição, inicia-se um compromisso entre o indivíduo e o trabalho que se propõe a realizar. Tal compromisso, essencial, está principalmente volvido para a produção com qualidade, ou seja, para a materialização de todo um esforço, no sentido de que se consiga oferecer o melhor trabalho.
O dever nasce primeiro do empenho de escolher, depois daquele de conhecer, e finalmente do deexecutar as tarefas, com a prática de uma conduta lastreada em valores ou guias de conduta.
Não basta escolher a profissão de administrador, advogado, analista de sistemas, biólogo, contador, engenheiro, jornalista, médico, modelo, odontólogo, professor, químico, seja a que for; é preciso que, ao buscar conhecer a tarefa, haja uma ligação sensível com a mesma, de modo que possa ser prazenteirae ensejar, por isso, a prática sob os influxos do amor5 e do que se faz concreta-mente desejável.
A génese, a proveniência do dever é, portanto, a eleição da tarefa. Daí decorrem os compromissos do pleno conhecimento da mesma; tudo se complementa com o dever da qualidade da execução e com uma conduta valorosa, calcada em uma escolha de práticas úteis e causadoras de benefícios.
Essasas relações essenciais no fenômeno do dever ético.

A escolha da profissão implica o dever do conhecimento e o dever do conhecimento implica o dever da execução adequada.

Aquele que elege um trabalho como meio de vida precisa fazer dela algo prazenteiro, ou seja, deve estar estimulado, por si mesmo, a exercer as tarefas, não só por convicção da escolha, mas por identificar-se com oselecionado.
Saga didática, sobre a capacidade de escolha, atribui-se à vida de Mozart e à de um aluno que lhe perguntava sempre o que deveria compor, ao que o mestre sempre respondia: "É preciso esperar." Um dia, o aluno, impaciente, retrucou afirmando que ele, Mozart, já compunha aos cinco anos de idade, ao que aquele génio da música respondeu: "Mas eu nunca perguntei a ninguém sobre o...
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