Desinstitucionalização de jovens

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INSTITUTO SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL
e
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA
(Departamento de Sociologia )


I Programa de Doutoramento em Serviço Social







Maria José Maia
































Relatório de Progresso
































Seminário de Tese


Docente:Professora Doutora Maria do Rosário Serafim




















Março de 2007












NOTA DE APRESENTAÇÃO

O Relatório de Progresso surge no âmbito da Cadeira Seminário de Tese, inerente ao 2º ano do Programa de Doutoramento em Serviço Social.

Este documento está estruturado em duas partes distintas: Enquadramento da Pesquisa e Fundamentos Teóricos, na parteI é apresentado o tema; a delimitação da questão a investigar; objectivos gerais; justificação do tema e opção metodológica. A parte II apresenta as referências teóricas e conceptuais que sustentam o estudo.

O Relatório encerra com uma calendarização das actividades desenvolvidas e a desenvolver no período temporal 2007 -2008.



















PARTE I – ENQUADRAMENTO DAPESQUISA

1-TEMA
Adultos à Força? Trajectos e projectos de vida de jovens, institucionalizados em lares de acolhimento.

2- DELIMITAÇÃO DA QUESTÃO A INVESTIGAR
Este estudo pretende focalizar uma questão central, a análise dos “trajectos e projectos de vida de jovens institucionalizados, após a sua saída dos lares de acolhimento”, procurando compreender, se o “modelo de institucionalização”[1]constitui um factor condicionante do processo de inclusão pessoal, socio-educativo e profissional dos jovens?

3- OBJECTIVOS
Perante este exercício de compreensão, foram definidos três objectivos gerais desta pesquisa:
a) Analisar os processos e factores potenciadores de inclusão pessoal, social e profissional dos jovens institucionalizados em lares de acolhimento;
b) Identificar osmodelos de institucionalização e suas implicações no processo de acolhimento e autonomização dos jovens;
c) Compreender que funções e estratégias de acção, são desenvolvidas pelos assistentes sociais, no sentido da criação de projectos e propostas, espaços de possibilidade e reforço de inclusão do jovem nas estruturas societárias mais amplas (escola, trabalho, família, comunidade, etc.)

4-JUSTIFICAÇÃO DO TEMA
4.1- Motivações pessoais
A vontade de aprender aliada à necessidade de arriscar novas formas de saber, surge como resultado de cerca de uma década de intervenção prática e reflexiva, junto de crianças e jovens em risco, exigindo uma actualização, consolidação e aprofundamento de conhecimentos científicos, que possibilitem uma prática de intervenção social mais qualificada.4.2- Pertinência social e disciplinar
A selecção do problema de estudo, tem subjacente uma preocupação fulcral, que consiste em colocar em discussão e assim desconstruir, a problemática da institucionalização de menores em Portugal, analisando a vinculação deste tema com o agir do Serviço Social no contexto das organizações públicas ou privadas, que directa ou indirectamente têm legitimidadepara intervir na promoção dos direitos e protecção das crianças e jovens em perigo, uma vez que se estão agora a ensaiar os primeiros passos na construção fecunda de saberes nesta área.
Portugal é actualmente um dos países europeus, que detém maiores taxas de institucionalização de crianças e jovens, devido às mais diversas formas de disfuncionalidade familiar, que vão comprometendo o seuadequado desenvolvimento psicossocial.
A investigação produzida internacionalmente sobre esta temática, dá-nos conta de que as crianças e jovens institucionalizados tendem a desenvolver alguns padrões comportamentais problemáticos, nomeadamente, maior dificuldade em resistir á frustração, dificuldades de relacionamento interpessoal, sentimentos depressivos, imagens autodepreciativas, níveis elevados...
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