Desenvolvimento de fungos: madeira exposta a campos de deterioração.

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  • Publicado : 25 de novembro de 2012
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DESENVOLVIMENTO DE FUNGOS: MADEIRA EXPOSTA A CAMPOS DE DETERIORAÇÃO

CARDOSO, Kely C.1; GATTO, Darci A.2; MATTOS, Bruno D.³; PEREIRA, Daniela I. B.4; VALENTE, Júlia de S. S.5

1UFPel, Curso de Engenharia Industrial Madeireira; 2UFPel, Centro de Engenharias; ³UFPel, Engenharia de Materiais; 4UFPel, Curso de Graduação em Ciências Biológicas; 5UFPel, Curso de Graduação em Ciências Biológicas.1 INTRODUÇÃO

A madeira, dentre os materiais biológicos, apresenta-se como de difícil deterioração, devido à sua estrutura anatômica e à presença de grandes quantidades de substâncias recalcitrantes, como a lignina, além de outros compostos do metabolismo secundário (APRILE et al., 1999).
Os microrganismos desenvolvem-se dentro das células da madeira e, por meio da produção deenzimas extracelulares, deterioram os diferentes constituintes da parede celular ou substâncias químicas depositadas no lúmen (LEPAGE, 1986). A madeira apresenta em sua constituição diversas substâncias depositadas no lúmen das células e, dentre essas, encontram-se proteínas, amido, lipídios, açucares simples e outros constituintes do protoplasma além de produtos de secreção e extrativos(CAVALCANTE, 1982).
De um modo geral para a maioria dos fungos xilófagos, a temperatura ideal para o desenvolvimento varia entre 25 a 35°C, ocorrendo também colonização a temperaturas entre 0 e 40°C (MENDES ALVES, 1988). O ataque de fungos ocorre quando a madeira apresenta umidade superior a 20%, e as condições ótimas para esse desenvolvimento surgem quando a umidade atinge o ponto de saturação dasfibras.
Assim, considerando os fatores climáticos de maior importância envolvidos nos processos de biodegradação da madeira, esse estudo teve por objetivo quantificar o crescimento e a colonização de fungos em três espécies florestais de Eucalyptus_saligna Smith, Eucalyptus_tereticornis Smith e Corymbia_citriodora Hill & Johnson, submetidas a campos de apodrecimento e comparar com o potencial deataque fúngico da região.

2 METODOLOGIA (MATERIAL E MÉTODOS)

Área experimental
O município de Morro Redondo está localizado no Estado do Rio Grande do Sul, a uma latitude 31º58'18" sul e a uma longitude 52º63'55" oeste, estando a uma altitude de 245 metros.
O clima da cidade é denominado subtropical ou temperado, com invernos relativamente frios, com verões moderados eprecipitações regularmente distribuídas durante o ano. O mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 21,7 °C, e o mês mais frio é julho, com média de 11,7 °C. O mês mais chuvoso é fevereiro, com 150 mm de precipitação. A temperatura média anual da cidade é de 16,7 °C e a precipitação média anual é de 1400 mm (IBGE, 2011).


Campos de apodrecimento
Primeiramente foiimplantado em campo aberto com vegetação dominante de gramíneas rasteiras e posteriormente em floresta plantada de Acácia Negra com aproximadamente seis anos de idade, num espaçamento de 3 x 2 m. Para a distribuição dos corpos de prova (com dimensões de 2 x 2 x 31 cm de espessura, largura e comprimento) em cada área foram utilizados 32 blocos e cada bloco continha três corpos de prova, uma para cadaespécie dispostos aleatoriamente.
Os corpos de prova foram enterrados 15 cm no solo para que a zona de afloramento ficasse localizada na metade do comprimento. O espaçamento adotado entre corpos de prova foi de 10 cm e entre os blocos de 50 cm.
Os corpos de prova foram retirados a cada quarenta e cinco dias até completar um ano, totalizando oito coletas. Em cada coleta foramretirados quatro blocos totalizando 12 corpos de prova, três de cada espécie. Esses foram limpos com escova e encaminhados para a câmara climatizada.
A determinação do potencial de ataque fúngico (PAF) foi realizada por meio da Equação 1, desenvolvida por Scheffer (1971) e adaptada por Martins et al. (2003) para as condições brasileiras.


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