Desemprego

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  • Publicado : 20 de março de 2013
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DESEMPREGO
Esses efeitos sobre o emprego também poderiam ser minorados se houvesse, concomitantemente, uma redução proporcional de jornada de trabalho. Por outro lado, no que diz respeito às novas exigências de qualificações da força de trabalho em face da constituição da nova base técnica, este aspecto teria de ser enfrentado, de maneirageral, através de programas de treinamento para os trabalhadores, com maior ênfase para aqueles menos qualificados ou que tiveram suas qualificações tornadas obsoletas.
Finalmente, um aspecto que também poderia contribuir para minorar os efeitos negativos das inovações tecnológicas sobre o emprego está associado à participação dos trabalhadores no processo de incorporação técnica pelas empresas, ouseja, à medida que a introdução das novas tecnologias for acompanhada por negociações coletivas com os trabalhadores, abre-se a possibilidade de se reduzir seu custo social em termos de emprego.
Os efeitos serão devastadores na economia brasileira se não houver uma mudança em muito breve, principalmente na área social. A nossa economia não está preparada para uma nova alocação dessa demanda demão-de-obra, o que podemos concluir que ela se ajeitará da maneira dela, ou seja, na economia informal e/ou marginal, gerando inclusive perdas de divisas para país, como por exemplo o contrabando. Isto sem contar que a esses desempregados irão se somar a cada momento, as pessoas que entram no mercado de trabalho.
Existem duas instituições que são as mais importantes para a mídia e que estão comseus números estatísticos sendo divulgados pelos principais meios de comunicação do Brasil, o IBGE e o DIEESE. O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mede o desemprego no país em levantamentos nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, incluindo-se aí, Rio e São Paulo. É considerado desempregado aquele que no momento da pesquisa, não exercia nenhum tipo de atividade, aíse incluía o "bico", a "camelagem", "emprego sem carteira assinada", mas estava disposto a trabalhar, também chamada de população economicamente ativa desempregada. Assim o IBGE, considera os que conseguiram alguma renda como fora das estatísticas de desempregado.
O DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos, mede o desemprego na região metropolitana da cidadede São Paulo e grande São Paulo. A medição do desemprego é por outra metodologia, onde é considerado desempregado todo trabalhador que não tenha carteira assinada e que esteja procurando emprego ou desejando trabalhar. Não querendo defender este ou aquele método, os dados estatísticos de cada instituto oferecem uma leitura diferente para cada pessoa que os leia e os interprete. O que vale sãodois fatores básicos: o primeiro é que o IBGE diz a realidade dos números considerando como empregado os que tem renda, isto é, leva dinheiro para casa, sustenta sua família, mantém a dignidade de poder comprar e pagar. Muitos inclusive não querem levar outra vida pois são livres de horários, patrões, e chefes e ganham de 3 a 4 salários vendendo refrigerantes nos sinais de trânsito, sorvetes napraia, trabalhando na construção civil ou em reformas de residências ou "bico" de eletricista. Mas são instáveis pois não possuem estabilidade e carteira assinada, mas tem renda, consomem e fazem parte das estatísticas positivas das lojas de eletrodomésticos, supermercados, etc., compram e pagam.
O segundo ponto que deve ser destacado para uma forte reflexão é que o IBGE mostra os números de seisregiões metropolitanas do Brasil e o DIEESE apenas a região metropolitana de São Paulo. Outro fator agravante é que mistura seus números listando dados estatísticos de desempregados nas indústrias desta região.
Tanto o IBGE como o DIEESE falham em não conseguir registrar o incremento do emprego nas outra capitais do Brasil e a interiorização das indústrias nos estados fora daquelas regiões...
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