Descobrimento do Brasil

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O descobrimento do Brasil: Intencional ou mero acaso?
Quando se fala que Pedro Álvares Cabral partiu de Portugal com 13 navios e mais de 100 de homens em direção a rota para as Índias, contornando a costa Africana, se diz que por ventura do acaso, uma tempestade fizeram a frota de Cabral se afastar do curso e acabando por cruzar o Atlântico chegando por acaso as praias do que viria a ser oBrasil.
Mas antes de aprofundarmos nesse caso relembrarei aqui alguns fatos que ocorrera antes da chegada de Cabral ao Brasil. Em 12 de Outubro Cristóvão Colombo descobre a América; em 04 de Maio de 1493 o Papa Adriano IV assina a Bula intercoetera, na qual as terras descobertas por Colombo seriam divididas entre Portugal e Espanha; 8 de Julho de 1497 Vasco da Gama inicia sua jornada em direção asÍndias contornando o continente africano; 1º de Agosto de 1498 Colombo avista as terras do que viria a ser a Venezuela;19 de Novembro de 1499 o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzónteria aportado nas praias que hoje é o Brasil.
Levando em consideração todos estes acontecimentos comprovados, como se pode dizer que Cabral chegou aqui por acaso?

O DESCOBRIMENTO DO BRASIL SEGUNDO Á TESE DAINTECIONALIDADE

Intenção deste trabalho é a de relembrar alguns aspectos de tantas polêmicas que vem causando, ao longo dos tempos, a respeito do “acaso” ou da “intencionalidade” do descobrimento do Brasil.
Em 22 de Abril de 1500, este país-continente foi descoberto pela audácia e coragem do português, quando a frota de Pedro Álvares Cabral aportou na Bahia. Naquele final de século VX,acentuava-se de forma exaltada o sentimento de religiosidade. As tradições do Condado Portucalense, berço da nacionalidade lusa, remintam aos monges-soldados das Ordens Militares que lutaram junto as Cruzadas, contra os mouros invasores da Península ibérica e profanadores de locais sacrossantos como o Templo de Salomão, razão pela qual foi criada a esotérica “Ordem dos Cavaleiros Templários” extinta peloPapa em 1319. Para substituir a “Ordem dos Templários” o rei Dom Diniz instituiu a “Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Por isso as embarcações que partiam para terras nunca antes navegadas conduziam em suas brancas velas com reverencia e orgulho a Cruz da Ordem de Cristo, pintada em vermelho vivo. Portanto o Brasil foi descoberto em decorrência de um ousado empreendimento religioso-militare comercial-diplomático.
Deste modo o nosso país nasceu sob a proteção da Cruz e da Espada, tanto que o motivo de sermão da “Primeira Missa” foi o sinal da cruz, razão por que o Almirante Pedro Álvares Cabral determinou que se substituísse por uma cruz de madeira, o conhecido padrão de posse com armas de Portugal. Com base nesse termo da intencionalidade há autores que sempre tiveram a favordessa tese com, por exemplo, Joaquim Norberto, Alfredo D’Escragnole Taunay, Capistrano de Abreu, Jonathas Serrano, Max Fleuiss, Genserico Vasconcelos, Hélio Viana e outros. Com base nesses autores citados acima o parecer que hoje se tem é de entre os maiores estudiosos do assunto é favorável á “intencionalidade” que sustenta basicamente três razões:
O Brasil já era mencionado, associado a Portugal,em cartas geográficas anteriores ao descobrimento, nelas figurando como uma ilha, a “Ilha do Brasil”;
A pronta reação de Portugal, quando a Espanha “descobriu” a América por Cristóvão Colombo, e que ocasionou, dois anos após a assinatura do Tratado de Tordesilhas. Não se afigura inexplicável, portanto, a amistosa recepção que os nossos indígenas proporcionaram aos portugueses da frota cabralina;De fato, desde o século XIV, o Brasil aparecia em alguns mapas europeus. A carta de Pero Vaz de Caminha, sem dúvida, trata-se do mais conhecido e importante documento relacionado ao descobrimento do Brasil. Nas palavras do historiador brasileiro Capistrano de Abreu (1853-1927), a carta “é o diploma de nascimento lavrado á beira do berço de uma nacionalidade futura”. Seguindo ainda alguns...
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