Desastres da construção civil

INTRODUÇÃO

A história da engenharia mostra que apesar da grande quantidade de êxitos em obras e projetos executados sempre houve problemas, situações que tiveram de ser solucionadas para que o sucesso fosse alcançado.
No entanto a historia também nos mostra que há projetos onde os erros aparecem e não são solucionados, ou simplesmente, negligenciados. O intuito, portanto, deste trabalho éexpor obras-problema e soluções que deveriam ter sido executadas.
A falta de soluções resulta em situações graves que provocam desde transtornos aos usuários dos projetos como a ausência de segurança aos funcionários que a executam, e em sua forma mais grave levando a óbitos.
Dentre as razões pelas quais os problemas podem aparecer ao decorrer da execução de um projeto, podemos citar, a falta de umplanejamento sólido e detalhado de cada etapa e do que é necessário para tais, má comunicação entre planejamento e execução ou mesmo entre os diversos profissionais envolvidos, como engenheiros estruturais, de instalações prediais e gerenciadores de canteiros de obra. A questão de falha em análises preliminares, como estudos de solo, aproveitamento do terreno e materiais a serem desenvolvidossão, infelizmente, decorrentes aos projetos da engenharia civil.
Ao decorrer do trabalho serão expostas situações no Brasil e no mundo em que aconteceram os erros acima mencionados e o que poderia ter sido feito para que não chegassem, em alguns dos casos, a situações irreversíveis e trágicas.

























LMG -615




Figura 1 – Ilustração do percursoda rodovia


A LMG-615 é uma Rodovia Estadual de Ligação, ligando a BR 256 à RJ 320. Possuindo 14 km de extensão, ela liga as cidades de Antonio Prado de Minas e Eugenópolis, por um trecho de 11,4 km.
Assim como 74,20% (43.661 km) das rodovias sob administração federal, ela apresentam problemas no pavimento, sinalização (horizontal ou vertical) e geometria da via. Com a inclusão das rodoviasestaduais e da malha sob concessão avaliadas, esse índice cai para 73,9% (64.699 km).
A maior parte dos 14 quilômetros da estrada está em obras, em trechos com meia pista, inclusive nas curvas, o que exige mais atenção dos motoristas. Ao longo da rodovia, alguns barrancos ameaçam ceder e ponto mais crítico é na chegada a Antônio Prado de Minas.
Em fevereiro desse ano o asfalto cedeu após seguidaschuvas. A cratera que se formou possui cerca de 30 metros de altura.



Figura 2 - Erosão

Há dois anos, a rodovia já teve problemas por causa da queda de um barranco, e a cidade de Antônio Prado de Minas ficou praticamente isolada. Para o acesso, era necessário passar por Carangola, Tombos e Porciúncula, no Rio de Janeiro, o que aumentava significativamente a viagem. Para evitar o aumentoexagerado do trajeto, foi improvisado um desvio, onde circulavam veículos leves e pesados, causando dificuldades na transição.



Figura 3 – Passagem de veículo pela rodovia

O departamento responsável por esta rodovia é o DER (Departamento de Estradas de Rodagem). O órgão informou que o desabamento deu-se pelo rompimento de uma galeria, e não há data para o início da reforma.
A erosão dosolo é frequentemente associada ao mal planejamento das estradas rurais. É fundamental traçar estradas que minimizem as perdas de solo. Na maioria das vezes, as estradas são em locais onde o solo se encontra compactado, de forma a ser praticamente impermeável à água. Dessa forma, grandes volumes de água possuem o poder de carregar partículas desse solo, que por estar fortemente comprimido, perdeestabilidade
Soluções paliativas como a reconstrução parcial e o recapeamento são condenadas por órgãos ligados à Engenharia Civil, por não serem eficazes e não solucionarem o problema. Algumas técnicas que poderiam solucioná-lo são a ancoragem dos sedimentos, drenagem a montante, preenchimento dos espaços vazios e uso de biomantas antierosivas, todas baseadas em técnicas de Bioengenharia.
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