Desafios de fundamentos filosoficos da educação

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Autor (es)/RA

Paula Beatriz Barbosa da Costa 2315365886
Maria Cristiane Freire dos Santos 2330379077
Quiara Marques Montalvão 2354466026
Ilza Maria Souza Albuquerque
Mônica Valéria

Os diversos rostos da infância

Desafio deaprendizagem da Disciplina de Fundamentos Filosóficos da Educação do Curso de Pedagogia da Universidade Anhaguera-Uniderp.

Cidade/UF
2011

Introdução

O presente artigo nos levará a uma viajem aos tempos antigos, onde poderemos acompanhar e refletir sobre os diversos rostos da infância. Como se davam as relações da família com a criança e como esta concebia o conhecimento. Esta será feitaem um contexto histórico-filosófico do conceito de infância. Observaremos a partir deste, o processo pelo qual se deu a construção da escolarização, as transformações que ocorreram no sistema educacional. Até os séculos XVII e XVIII, a criança era vista apenas como um adulto em tamanho reduzido. Logo que ela fosse desmamada, passava a viver a “vida dos adultos”. No final do século XVII, a sociedadepassou a ter um olhar diferenciado para a criança, esta agora, tem uma atenção especial da família. A sociedade passa a preservar sua inocência. Por fim, veremos o rosto de infância que temos construído neste período contemporâneo.

A construção histórico-filosófica do conceito de infância

A infância é uma conquista recente, nem sempre esta se apresentou a nós como a conhecemos naatualidade.
A criança era vista como um objeto nulo. Não se tinha um modelo pronto de como esta viveria após o seu nascimento.
Para Ariès, “a criança era apenas uma projeção do adulto em escala reduzida.” Segundo ele, após esta se livrar da dependência física, isso por volta dos sete anos, era colocada no mundo do adulto. Isso implica em vesti-se como tal, freqüentar os lugares que estes freqüentavam eainda faziam os mesmos afazeres que estes.

Nesta época ainda ressalta Ariès, “Os adultos não deixavam de falar grosserias ou fazer gestos obscenos na frente delas.”
No século XVII os pais não tinham apego pelos filhos, não tinham a criança como frágil e que esta necessitasse de certos cuidados além do adulto, como sua higiene e alimentação. Esta seria a causa do índice de mortalidadeinfantil ser tão alto naquele período. Onde era comum a criança morrer tão pequena, há casos em que até mesmo os próprios pais matavam seus filhos.
"Perdi dois ou três filhos, não sem tristeza, mas sem desespero", reconhece Montaigne (Motaigne, apud Aries, 1981, p. 157).
A educação na Idade Média era reservada aos meninos e aos de classe nobre; estes eram ensinados pelos monges nos mosteiros, os declasse baixa não tinham acesso a tal ensino. A educação estava no poder da Igreja e mais tarde na modernidade a Igreja ainda exercia grande influência na educação infantil.
As meninas, no entanto, eram educadas em casa por sua mãe; que lhe ensinava a ler, escrever e principalmente os afazeres domésticos e como ser uma boa esposa e mãe.
Era costume mandar seus filhos para casa de amigos mesmonobres, ou de um mestre em algum ofício, para aprenderem a ser adultos. Acreditavam que seus filhos precisavam aprender na prática suas funções; todos enviavam seus filhos para outra família cuidar, com isso dificultando ainda mais a criação do sentimento afetivo entre pais e filhos.
No final da Idade Média ocorreu uma mudança quanto ao relacionamento entre pais e filhos, ao qual foi importante paracomeçar a formar o conceito de infância. Essa mudança Áries a chamou de “Paparicação”. Segundo ele isso resultava num novo sentimento. A família passava a se envolver num espaço restrito, aumentando o convívio entre pais e filhos. "A família tornou-se o lugar de uma afeição necessária entre cônjuges e entre pais e filhos, algo que não existia antes" (Áries, 1981, p. 11).
“Na idade moderna a...
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