De onde vieram e para onde vao os sistemas integrados de gestao

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De onde vieram e para onde vão os sistemas integrados de gestao ERP

Este documento faz parte do material que compõe o livro: Planejamento, Programação e Controle da Produção MRP II / ERP: Conceitos, Uso e Implantação Henrique L. Corrêa, Irineu G. N. Gianesi, Mauro Caon Editora Atlas – 4ª edição – 2001 ISBN 85-224-2502-7 Este e outros documentos associados ao livro estãodisponíveis em: http://www.salaviva.com.br/livro/ppcp

De onde vieram e para onde vão os sistemas integrados de gestão ERP?
Henrique Corrêa, PhD, CPIM Professor da EAESP - FGV e Consultor da Corrêa & Associados (http://www.correa.com.br)

Os sistemas integrados de gestão ERP (sigla para Enterprise Resources Planning – ou sistemas de planejamento dos recursos do empreendimento) estão no topo daagenda da maioria dos executivos brasileiros. Siglas e nomes como os de fornecedores internacionais SAP, BAAN, Oracle, J.D. Edwards, People Soft e mesmo dos nacionais mais expressivos Datasul e Microsiga já fazem parte hoje do jargão corrente de executivos, tanto de empresas grandes como médias, a maioria das quais, se já não implantou alguma de suas soluções ERP, as estão implantando ou estão em viasde fazê-lo. Numa situação como esta, é sempre bom que se faça uma retrospectiva histórica de como surgiram e como evoluíram estes ERPs. Uma retrospectiva histórica ajuda-nos a entender o presente e a tentar antever futuras tendências destas fantásticas ferramentas da tecnologia da informação trabalhando para uma gestão mais eficaz dos empreendimentos. Em relação aos ERPs, é impossível entendercomo chegaram a ter sua forma atual sem que estabeleçamos um paralelo entre sua evolução e a própria evolução dos computadores – software e hardware. Os primeiros computadores começaram a ficar disponíveis para o uso comercial prático – ainda que a preços enormes se comparados aos atuais – nos anos ´60. Nesta época, em termos de apoio operacional à tomada de decisão, uma das primeiras aplicações dosrecém introduzidos computadores (que chegaram a ser chamados “cérebros eletrônicos”) foi a automatização do tratamento das listas de materiais componentes dos produtos – as chamadas bill of materiails (BOM). Não admira que este apoio gerencial tenha sido tão bem-vindo. Imagine, por exemplo, que uma montadora de veículos nos anos ´50 tinha que coordenar – da mesma forma que hoje – listas demateriais de algo entre 5.000 e 10.000 itens de estoque por produto final. Considerando que cada uma destas empresas já tinha, à época, vários produtos diferentes, cada um com numerosas alternativas de acessórios e

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opcionais, coordenar isso tudo com fichas manuais era um trabalhoinsano e evidentemente sujeito a erros e incertezas que forçavam à manutenção de altos níveis de estoques. O movimento começou nos Estados Unidos. A automatização do tratamento das listas de materiais que os computadores dos anos ´60 já conseguiam suportar permitiu que se coordenasse melhor a demanda por itens com seu respectivo suprimento, em termos de o que e quanto produzir e comprar, de formaa trabalhar com estoques menores. O sucesso foi tamanho que na medida em que o tempo decorria e os computadores evoluíam, as empresas tentavam aperfeiçoar suas soluções para a questão de coordenação entre suprimento e consumo de itens de estoque. Já nos anos ´70, passou a ser possível acrescentar às respostas o que e quanto, a resposta quando produzir e comprar, já que a inclusão da variáveltempo de ressuprimento – ou no jargão da área, o lead time de cada item então permitia que se planejassem, não só as quantidades das ordens de produção e compras, mas também exatamente em que momentos futuros estas ordens deveriam ser liberadas e recebidas. Surgia uma poderosa ferramenta de planejamento, o MRP (sigla para Material Requirements Planning, ou planejamento da necessidade de materiais)....
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