Darwin

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O INFERNO DE DARWIN
O solo repleto de lava negra estava coberto de lagartos e tartarugas monstruosas. Caranguejos escarlates corriam por todos os lados. O calor era tão forte que atravessava as botas e queimava os pés.
"Esse lugar é o inferno!", dizia Robert FitzRoy, capitão do navio de pesquisas Beagle, que levara o jovem Charles Darwin às Galápagos, umarquipélago no oceano Pacífico. FitzRoy queria um cavalheiro a bordo para lhe fazer companhia. E o abonado Darwin, de 22 anos, acabou escolhido, principalmente porque estava estudando para virar padre.
O capitão tinha dois objetivos para a viagem. Um a serviço do Império Britânico: mapear a costa da Patagônia. Outro, pessoal: encontrar provas científicas de que o mundo tinha sido criado de acordo com o queestá na Bíblia. Mal sabia ele que o assassino de Deus estava a bordo.
A paisagem infernal das Galápagos, onde aportaram em 15 de setembro de 1835, após quase 4 anos de expedição, era um paraíso para Darwin. Ele pintou e bordou com tudo o que pôde naquele lugar perdido no tempo. De quebra tirou de lá a inspiração para a idéia mais importante e assustadora da história da ciência.
O gatilho paraesse pensamento veio quando ele percebeu diferenças instigantes entre os bicos de uma espécie de passarinho das Galápagos, os tentilhões. Em uma ilha eles tinham bicos grossos, bons para quebrar nozes. Em outra, longos e finos, ideais para arranjar comida em frestas. Darwin imaginou que aquelas aves deviam ter se adaptado de algum jeito.
Em ambas as ilhas teriam nascido pássaros de bico fino e debico grosso. Naquela onde havia nozes para comer, só estes últimos teriam sobrevivido. A partir desse raciocínio simples, nascia um monstro.
De volta à Inglaterra, aos 27 anos, Darwin estudou a fundo as 5.436 carcaças, peles e ossos que colecionara na viagem do Beagle e concluiu que TODAS as espécies do mundo tinham passado por processos de adaptação equivalentes ao dos tentilhões.
"A produçãode animais superiores é conseqüência da natureza, da fome e da morte", escreveu Darwin.
Nós mesmos, imaginou o inglês, não podíamos estar de fora. A diferença é que a evolução para a forma que temos hoje foi a partir de "macacos" (na verdade, animais parecidos com macacos) que foram desenvolvendo cérebros cada vez maiores.
Aí não tinha mais jeito. Darwin já sabia que não éramos "a imagem esemelhança de Deus".
Demorou mais de 30 anos para publicar a idéia em seu livro "A Origem das Espécies", de 1859. E ainda assim o livro só saiu quando ele leu um artigo de Alfred Russel Wallace, um biólogo inglês. O texto continha uma teoria bem similar à da seleção natural, porém menos abrangente. Com medo de ser passado para trás, Darwin autorizou seu amigo Thomas Huxley a expor a Teoria da Evoluçãoao mundo científico, pois ele mesmo não teve coragem. "Foi como confessar um assassinato", escreveu.
E na década de 1930 começava uma nova revolução: o neodarwinismo. Era a Teoria do Gene Egoísta, que ganhou corpo nos anos 70. Para entendermos melhor essa história, vamos fazer outra viagem no tempo. Desta vez para uma época bem anterior à do Beagle.
ORIGEM DAS ESPÉCIES 2.0
Planeta Terra, 4bilhões de anos atrás. Um mundo adolescente, infestado por vulcões, meteoritos e tempestades violentas. No mar desse inferno, moléculas de carbono encontraram um porto seguro. E começaram a se juntar, formando cadeias cada vez mais longas e complexas.
Uma hora, como quem não quer nada, apareceu um estranho nesse ninho. Um acidente da natureza. Era uma molécula capaz de se replicar, de sugar matériaorgânica do ambiente e usar como matéria-prima para produzir cópias dela mesma.
Mas tinha um problema: nem sempre as réplicas saíam perfeitas. Às vezes acontecia um erro de cópia aqui, outro ali. Surgiam aberrações.
Esses erros aconteciam bem de vez em quando: um a cada milhão de réplicas. Algumas réplicas nasciam com uma mutação que as fazia se multiplicar mais em menos tempo.
O mundo ficou...
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