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  • Publicado : 23 de abril de 2013
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DOMINANDO A COESÃO TEXTUAL
Profª. Ms. Adriana A. Cossentini Campos
COESÃO E COERÊNCIA
Quando escrevemos um texto, uma das maiores preocupações é como amarrar a frase seguinte à anterior. Isso só é possível se dominarmos os princípios básicos de coesão. A cada frase enunciada devemos ver se ela mantém um vínculo com a anterior ou anteriores para não perdermos o fio do pensamento. De outra formateremos uma sequência de frase sem sentido, sucedendo-se umas às outras sem muita lógica, sem nenhuma coerência.
A coesão, no entanto, não é só esse processo de olhar constantemente para trás. É também o de olhar para diante. Um termo pode esclarecer-se somente na frase seguinte. Se minha frase inicial for Pedro tinha um grande desejo, estou criando um movimento para diante. Só vamos saber deque desejo se trata na próxima frase: Ele queria ser médico. O importante é cada enunciado estabelecer relações estreita com os outros a fim de tornar sólida a estrutura do texto.
Mas não basta costurar uma frase a outra para dizer que estamos escrevendo bem. Além da coesão, é preciso pensar na coerência. Você pode escrever um texto coeso sem ser coerente. Por exemplo:
Os problemas de um povotêm de ser resolvidos pelo presidente. Este deve ter ideais muito elevados. Esses ideais se concretizarão durante a vigência de seu mandato. O seu mandato deve ser respeitado por todos.
Ninguém pode dizer que falta coesão a esse parágrafo. Mas de ele trata mesmo? Dos problemas do povo? Do presidente? Do seu mandato? Fica difícil dizer. Embora ele tenha coesão, não tem coerência. Retomar a cadafrase uma palavra da anterior não significa escrever bem. A coesão não funciona sozinha. No exemplo acima, teríamos que, de imediato, decidir qual a sua palavra-chave: presidente ou problemas do povo? A palavra escolhida daria estabilidade ao parágrafo. Sem essa base estável, não haverá coerência no que se escrever; e o resultado será um amontoado de idéias. Enquanto s coesão se preocupa com a partevisível do texto, sua superfície a coerência vai mais longe, preocupa-se com o que se deduz do todo.
A coerência exige uma concatenação perfeita entre as diversas frases, sempre em busca de uma unidade de sentido. Você não pode dizer, por exemplo, numa fase que o “desarmamento da população pode contribuir para diminuir a violência”, e na seguinte, escrever: “Além disso, o desemprego temaumentado substancialmente”. É flagrante a incoerência existente entre elas.
Vejamos o texto abaixo
Ulysses era impressionante sob vários aspectos, o primeiro e mais óbvio dos quais era a própria figura. Contemplado de perto, cara a cara, ele tinha a oferecer o contraste entre as longas pálpebras, que subiam e desciam pesadas como cortinas de ferro, e os olhos claríssimos de um azul leve como o ar. Aspálpebras anunciavam profundezas insondáveis. Quando ele as abria parecia estar chegando de regiões inacessíveis, a região dentro de si onde guardava sua força.
Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 21 out. 1992.
Esse trecho de reportagem gira em torno de Ulysses Guimarães, que é sua palavra-chave. É a retomada direta ou indireta do nome de Ulysses que dá estabilidade ao texto, encaminhando-o numa sódireção: fazer uma descrição precisa desse poloí9tico brasileiro. Além disso, as frases estão bem amarradas porque seu redator soube usar com precisão alguns dos recursos dos recursos de coesão textual, tanto dentro da frase, quanto ao passar de uma frase para outra. A coesão interna é tão importante quanto à externa.
Vejamos em primeiro lugar os recursos de que Roberto Pompeu se utiliza paramanter a coesão dentro de cada frase:

1. na primeira frase,vários aspectos projeta o texto para adiante. A palavra aspectos e retomada pelo segmento o primeiro e mais obvio dos quais era a própria figura;
2. na segunda frase, o pronome relativo que retoma as longas pálpebras: que (as quais) subiam e desciam;
3. na última frase: o pronome relativo onde mantém o elo coesivo com a região...
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