Cultura e poder

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Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste - UFPE

RESENHA*
FLEURY, Maria Tereza Leme; FISCHER, Rosa Maria. Cultura e Poder nas Organizações. 2. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 1996. Ana Carla Paiva de Moura1 O livro Cultura e poder nas organizações (FLEURY; FISCHER, 1996) é o produto da colaboração entre a experiência e o conhecimento de autores que pesquisamcultura e poder nas organizações. Desde a sua publicação, apresenta-se como uma referência para as discussões sobre o assunto no âmbito nacional e internacional e na perspectiva dos estudos sobre Comportamento Organizacional. Como apresenta Fleury e Fischer (1996)há três grandes preocupações importantes na seara da pesquisa da cultura organizacional, como: “o primeiro problema que se coloca é o daoperacionalização do próprio conceito de cultura, o qual não está suficientemente definido para o contexto organizacional.” (FLEURY; FISCHER, 1996, p.9) Outro ponto tão importante quanto o primeiro é o desafio de enfrentar a necessidade de tanto os levantamentos quanto as análises sejam elaborados num contexto multidisciplinar. E a terceira questão “diz respeito aos instrumentos e técnicas com os quaisse procede aos levantamentos empíricos, a análise e interpretação dos dados e a elaboração de conclusões, modelos explicativos e projetos de intervenção” (FLEURY; FISCHER, 1996, p.10) A partir destas preocupações a intenção das organizadoras foi alertar, discutindo que é imprescindível realizar pesquisas empíricas, abordagens exploratórias e análises descritivas sobre o tema num contextomultidisciplinar aplicando cuidados metodológicos desde a concepção do projeto ao fechamento do trabalho e suas conclusões. Desta forma, os estudos reunidos no livro procuram, através de uma abordagem interdisciplinar, situar a temática em um quadro teórico conceitual e discutir criticamente diferentes situações organizacionais. Ou seja, os autores de Cultura e Poder nas Organizações reuniram-se em tornodo objetivo comum de apresentar conceitos teóricometodológicos e a atuação prática.

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Mestranda em Gestão Pública pelo Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste (MPANE)da UFPE; Atuação em empresas públicas e privadas nos processos de Gestão de Pessoas: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho e em sistemas da qualidade(Endomarketing, 5 "S", ISO 9000); Diretora de Relacionamento com Entidades e Conselhos da Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH-PE e Conselheira Suplente no Conselho Regional da Psicologia CRP-PE. Revista Gestão Pública: Práticas e Desafios, Recife, v. I, n. 1, fev. 2010.

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Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste - UFPE

Para atender aproposta, os capítulos do livro foram articulados para uma reflexão encadeada. Uma breve descrição de cada um deles pretende demonstrar a importância do conjunto, constituindo-se em um incentivo à leitura e ao estudo da obra completa que contém nove textos organizados em três partes. A primeira parte - Conceitualizando cultura e poder - é formada por textos mais teóricos que introduzem questõesmetodológicas e este debate teórico-conceitual é retomado na segunda parte - Pesquisando a cultura e o poder nas organizações - com análises de situações empíricas, já a terceira parte - Gerenciando a cultura das organizações - finaliza com tentativa de resposta a questão: é possível gerenciar a cultura das organizações? “Conceitualizando cultura e poder” inicia com O Desvendar a Cultura de uma Organização:uma discussão metodológica, onde Fleury introduz a discussão conceitual contrapondo as potencialidades e limites das propostas metodológicas para abordar a cultura de uma organização. Aponta sua distinção sobre a perspectiva teórico-metodológica adotada pelo pesquisador, sendo elas: a Postura Empiricista; a Postura do Antropólogo e a Postura do Clínico ou Terapeuta. A autora recupera raízes...
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