Cultura surda

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“A cultura surda é então a diferença que contém a prática social dos surdos e que comunica um significado. (...) o jeito de usar sinais, o jeito de ensinar e de transmitir cultura, a nostalgia por algo que é dos surdos, o carinho para com os achados surdos do passado, o jeito de discutir a política, a pedagogia, etc”. (Perlin,2004)

MACAPÁ
2013

CULTURA SURDA


Acadêmicas: LucineideAlmeida Cohen
Lidimara Monteiro Ferreira
Maria Adreana Macião
Brenda Ruanne Góes Rabelo




















CULTURA SURDA










Avaliação parcial, para obtenção
de nota na disciplina Libras
sob orientação do profº Melque Lima.

Curso: Licenciatura eBacharelado em Enfermagem
Turma: 2010
Orientador: Melque Lima

Macapá
2013
Cultura Surda

Introdução

Os surdos sempre foram, historicamente, estigmatizados, considerados de menor valor social. Afinal, faltava-lhes a característica eminentemente humana: a linguagem (oral, bem entendido) e suas virtudes cognitivas. Sendo destituídos dessas “virtudes”, os surdos eram “humanamenteinferiores”. A língua de sinais era considerada apenas uma mímica gestual, e sempre houve preconceitos com relação ao uso de gestos para a comunicação. A exclusão profissional e social dos surdos ainda hoje confirma que a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restritiva. Essa discriminação não ocorre apenas quando há diferenças de nacionalidade, cor, perfil socioeconômico oureligião. Entre os surdos e os ouvintes há uma grande diferença que os distingue: a linguagem oral.
Os surdos, por norma são utilizadores de uma comunicação espaço-visual, como principal meio de conhecer o mundo em substituição à audição e à fala, e podem ter ainda uma cultura característica. Alguns fatores podem afetar o processo de aprendizagem de pessoas surdas, como por exemplo: operíodo em que os pais reconhecem a perda auditiva, o envolvimento dos pais na educação das crianças, os problemas físicos associados, os encaminhamentos feitos, o tipo de atendimento realizado, entre outros.Embora os aspectos médico, individual e familiar ampliem o universo de análise sobre o fenômeno, nos chama a atenção para a necessidade de vê-los sob uma perspectiva sócio cultural.O surdo difere doouvinte, não apenas porque não ouve, mas porque desenvolve potencialidades psicoculturais próprias. Somos todas pessoas diferentes.
No Brasil os surdos desenvolveram a LIBRAS com influência da língua de sinais francesa, portanto, elas não são universais; cada país, ou comunidade de surdos possui sua própria língua de sinais. Em Portugal, por exemplo, existe a LGP. Em Angola, os surdoslocais desenvolveram a Língua Gestual Angolana (LGA), também largamente designada por Língua Angolana de Sinais (LAS). Já outros, por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos mímicos.Existem também surdos que, por escolha dos pais ou opção pessoal, preferem utilizar uma língua oral.
A despeito de os surdos não terem dúvidas quantoa suas identidades culturalmente distintas, as pessoas não surdas têm muita dificuldade em admitir que os surdos tenham processos culturais específicos, então, muitos continuam a tratar os surdos apenas como um grupo de deficientes ou incapacitados. As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, as pessoas possuem diferenças regionais em relação ahábitos alimentares, vestuários e situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores geraram também algumas variações linguísticas regionais.

Desenvolvimento

Os elementos culturais constituem-se na mediação simbólica que torna possível a vida em comum. A cultura se expressa através da linguagem, dos juízos de valor, da arte, das motivações, etc., gerando a ordem do grupo, com...
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