Cultura mundializada

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1801 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 23 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Texto: "Consumo e Legitimidade na Cultura Mundializada”




Trabalho de Aproveitamento
da Disciplina de Comunicação Comparada II em Comunicação Curso de Publicidade e Propaganda







São Paulo
2007
Universidade Santo Amaro
Faculdade de Comunicação Social







Texto: "Consumo e Legitimidade naCultura Mundializada”










São Paulo
2007
1 – Fazer uma análise comparativa das práticas de consumo e suas relações com os hábitos culturais "cultura".
Um traço marcante é a transformação no universo qualitativo de consumo.
Telefones celulares, microcomputadores e vários outros são novos objetos, marcas e serviços que atravessam fronteiras nos mercados nacionais. Trazendo a marcada alta tecnologia microeletrônica, fazendo com que as praticas de consumo passem a incluir também o domínio de novos códigos de linguagem e informação.
Na obra “A Teoria da Classe Ociosa” (1899-1990) Thornstein Veblen inaugura a reflexão de que o consumo das se às estratégias de diferenciações estatutárias. Na perspectiva desse autor o consumo conspícuo caracteriza-se como “Prova de forçapecuniária”, ou seja, “A prova de quem tem dinheiro”. De acordo com ele consumir é uma prova de demonstrar riqueza. O autor então de certa forma antecipa a disputa simbólica entre as classes. De acordo com ele o esquema de vida era ditado pela “classe ociosa abastada”, que determinava qual o esquema de vida que a comunidade deveria adotar como decente e honroso.
Já de acordo com o autor PierreBourdieu (1989), as diferentes classes e frações de classes estão envolvidas numa luta propriamente simbólica para imporem a definição do mundo social mais conforme aos seus interesses, e imporem as posições ideológicas reproduzindo em forma transfigurada o campo de posições sociais. Ou seja, eles empunham como deveria se ser, mas discordando de “Veblen” a conduta estruturada pelo habitus supõe umaintencionalidade sem intenção.
Mas essas foram o principio do habitus, o habitus só é interiorizado a partir das condições materiais de existência e exteriorizado ao estruturar as praticas dos agentes sociais. Neste sentido o consumo assume uma natureza de pratica de distinção social. Os diversos campos de praticas de sociais estruturam – se em termos de economia de trocas cada qual com os seuscapitais correspondentes. Aqui a economia das trocas baseia-se na noção de “competência cultural”(Bourdieu, 1979: IV). As analises de Bourdieu procuram demonstrar o modo que articula – se o consumo e o estilo de vida, escolhas como estéticas, níveis de competência cultural e posição dos agentes na estrutura social. Então existe uma lógica de consumo, modos socialmente estruturados de usar bens parademarcar relações sociais.
Jean Baudrillard trabalha igualmente com a idéia de uma lógica social do consumo, ou seja, como processo de classificação e diferenciação social, em que os objetos/signos se ordenam, não só como diferenças significativas no interior de um código, mas como valores estatutários no seio de uma hierarquia.
Para Baudrillard já não se trata de referenciar-se a um campo como o daalta cultura, tão pouco ao consumo conspícuo. Não existe só um objeto toda a vida social se submete à lógica do consumo.Mesmo domínios de vida concreta transmutam – se em algo passível de consumo, não como mercadorias, mas como signos. As reflexões de Baudrillard denotam uma mudança do papel do consumo na cultura. A contemporaneidade traz transformações qualitativas, não só nas definições dosdominantes, como na dinâmica das apropriações distincionais, assim estamos à frente à problemática crise de legitimidade na cultura anunciada por Renato Ortiz em Mundialização e Cultura.(1994)
Ortiz efetua uma critica da Sociologia da Cultura, para ele “tudo se passa como se a autonomização do mundo das artes fosse um fenômeno abrangente e universal”. Visão denominada “eurocêntrica” Nos Estados...
tracking img