Cultura indígena em minas gerais

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Índios em Minas Gerais nos dias de hoje:
Krenak (Resplendor).
Outros nomes Crenaque, Crenac, Krenac, Botocudos, Aimorés
São atualmente 350 segundo a Funasa em 2010.Sua família linguística é a Krenák.Se localização: município de Resplendor, às margens do Rio Doce, leste mineiro.
Os Krenak são os últimos Botocudos do Leste, vítimas de constantes massacres decretados como "guerras justas" pelogoverno colonial. Hoje, vivem numa área reduzida reconquistada com grandes dificuldades.
Os Krenák ou Borun constituem-se nos últimos Botocudos do Leste, nome atribuído pelos portugueses no final do século XVIII aos grupos que usavam botoques auriculares e labiais. São conhecidos também por Aimorés, nominação dada pelos Tupí, e por Grén ou Krén, sua auto-denominação. O nome Krenák é o do líderdo grupo que comandou a cisão dos Gutkrák do rio Pancas, no Espírito Santo, no início do século XX. Localizaram-se, naquele momento, na margem esquerda do rio Doce, em Minas Gerais, entre as cidades de Resplendor e Conselheiro Pena, onde estão até hoje, numa reserva de quatro mil hectares criada pelo SPI, que ali concentrou, no fim da década de 20, outros grupos Botocudos do rio Doce: os Pojixá,Nakre-ehé, Miñajirum, Jiporók e Gutkrák, sendo este o grupo do qual os Krenák haviam se separado.Os Krenák pertencem ao grupo lingüístico Macro-Jê, falando uma língua denominada Borun. Apenas as mulheres com mais de quarenta anos são bilíngües, enquanto os homens, jovens e crianças de ambos os sexos são falantes do português. Nos últimos três anos vêm envidando esforços para que as crianças voltem afalar o Borun.

Pataxó (Carmésia);
Sua populaçãoé de 250 habitantes dados FUNAI, 1999. Localização: Terra indígena Fazenda Guarani, município de Carmésia. Os Pataxó que vivem atualmente em Minas Gerais são originários do extremo sul da Bahia. Cerca de 200 pessoas estão aldeadas no Posto Indígena "Fazenda Guarany", no município de Carmésia. Esta área foi inicialmente destinada para presídioindígena. Recebeu índios expulsos de suas terras de origem, principalmente os Krenak. Alguns Pataxó, expulsos de seu território original vieram também para Minas Gerais. Após o retorno dos Krenak, no início da década de 80, os Pataxó lutaram e conquistaram este território. Os Pataxó pertencem à família linguística Maxakali, tronco Macro-Gê. Falam no cotidiano o Português, mas conservam algumaspalavras do seu idioma original. Com um longo período de contato, possuem uma grande participação na vida da cidade.
A produção de artesanato é a principal atividade dos Pataxó. Criando a partir de uma tradição, os Pataxó são artistas que atendem a demanda de uma produção indígena colocada pelo mercado. Como parte do processo de venda, fazem apresentações sobre sua vida na aldeia, suas festas e costu-mes. A agricultura e a pecuária são também importantes atividades para a sobrevivência dos Pataxó. Mas é na sua grande produção cultural que se encontra a maior riqueza deste povo. Os Pataxó estão recriando sua identidade cultural a partir de uma tradição, a partir de uma base cultural que eles têm. Esta recriação cultural está tanto no uso dos seus nomes indígenas como nomes próprios, na suagrande produção artesanal, quanto no Auê, sua dança ritual. Na busca da reconstrução da sua identidade indígena, os Pataxó recriam a comunicação com os espíritos do seu universo sagrado.
Com uma longa história de organização e articulação política, os Pataxó se voltam para a luta pela conquista dos direitos indígenas dentro do cenário mais amplo das organizações indígenas. Apesar de terem decididoque algumas crianças ainda permaneçam na escola municipal de Carmésia, os Pataxó estão trabalhando nas suas próprias escolas, voltadas para a sua cultura.

Kaxixó (Martinho Campos)
Sua população é de aproximadamente 80 pessoas. Eles lutam pelo reconhecimento étnico e demarcação de suas terras.
Kaxixó significa pedra, que é a Nossa Senhora da Lapa; eles vivem nos municípios de Martinho...
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