Cultura Brasileira

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Não é Johnny”

E ???????

Outubro de 2012







PUC

Trabalho de Cultura Brasileira



“Vamo pagar a dolorosa?” – Análise da representação do ‘jeitinho carioca’ no filme “Meu Nome Não é Johnny” (2008)



Departamento de Comunicação Social



PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
RUA MARQUÊS DE SÃO VICENTE, 225 - CEP 22453-900
RIO DE JANEIRO -BRASIL
SUMÁRIO

1. Introdução...........................................................................................................2
2. Desenvolvimento.................................................................................................3
2.1 – Raízes do Brasil e “O Homem Cordial”......................................................3
2.2 - “Meu Nome Não é Johnny” esuas representações......................................6
2.3 – A “Ética do Aventureiro” em João Estrella.................................................9
3. Conclusão...........................................................................................................10
4. ReferênciasBibliográficas................................................................................12






























1. Introdução
Antes do início propriamente dito, é válido ressaltar que este trabalho não se propõe a defender uma tese específica ou a formular um novo conceito sobre o que aqui será abordado. Esta dissertação tem a função única de analisar um fenômeno cultural brasileiro importante à luz de alguns conceitos já consagrados porteóricos canônicos no que diz respeito à formação da cultura e identidade nacionais.
O fenômeno supracitado é o filme “Meu Nome Não é Johnny”, uma adaptação do diretor Mauro Lima para o livro homônimo, de Guilherme Fiuza. Sua escolha é pontual não só para facilitar a identificação e interpretação dos conceitos teóricos que serão mencionados mais à frente, mas também por sua relevância histórica. Ofilme de Mauro Lima, produzido em 2008, não chegou a gerar repercussão internacional como aconteceu, por exemplo, com “Central do Brasil” (1998), “Cidade de Deus” (2002) e “Tropa de Elite 1” (2007) e “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro” (2010), e também não entrou para o hall das maiores bilheterias nacionais de todos os tempos. Ainda assim, a marca de 2.115.331 espectadores é bastantesignificativa para a média de público neste segmento. Porém, o mais importante é o contexto histórico do filme que, junto com os outros quatro já citados, faz parte do processo de “retomada” para o cinema nacional depois de duas décadas (80 e 90) de muitas dificuldades. No ano seguinte a seu lançamento (2009), um aumento de 79% de espectadores nas ‘salas nacionais’ comprovou a aproximação do públicobrasileiro com o seu cinema. Outro fenômeno interessante decorrente de “Meu Nome Não é Johnny” é a projeção definitiva do ator Selton Mello como estrela de cinema, fato raríssimo no Brasil. Talvez só Selton e Wagner Moura (‘Capitão Nascimento’ de Tropa de Elite 1 e 2) detenham esse status num país que, ao contrário do que acontece em tantos outros – EUA principalmente – as grandes estrelas doaudiovisual estão majoritariamente concentradas na televisão.
Apesar de não ser um filme sobre favela, “Meu Nome Não é Johnny” aborda temas sociais como violência, tráfico de drogas, vício e algumas relações de poder, e se junta na forma como faz essas representações a “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite 1” e “Tropa de Elite 2” e, em menor escala, “Cidade dos Homens” (2007). A partir dos anos 90 nocinema brasileiro, a favela deixa de ser abordada romanticamente, como um lugar habitado por pessoas marginalizadas, humildes, que gostam de samba e carnaval. A ‘estética da pobreza’, digamos assim, perde espaço para uma nova forma de abordagem, mais realística e visceral; são os chamados “favela movie”. Segundo Miriam de Souza Rossini (2003), um exemplo deste rompimento é o documentário de João...