Cultura africana e afrobrasileiras

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Cultura africana e afro-brasileira na sociedade





























ITAOBIM – MG


















Cultura africana e afro-brasileira na sociedade

































ITAOBIM – MG

INTRODUÇÃO



Este projeto busca promover a releitura da história do mundo africano, sua cultura e osreflexos sobre a vida dos afro-brasileiros em geral, rompendo com o modelo vigente na sociedade brasileira, garantindo a cidadania e a igualdade racial.  
A lei em si não basta, é preciso que modifiquemos o ensino-aprendizagem para que tenhamos um resultado eficaz, valorizando conhecimentos dessa cultura, procurando fazer acontecer mudanças necessárias. Aprendemos a história dos outros, ouparte dela, no entanto a cultura universal inclui feitos afros de grande importância, principalmente em nosso país. Entretanto estes feitos são desconhecidos ou desprezados pela educação brasileira. Uma sociedade democrática e justa inclui todos os setores da população, não admitindo a existência de distorções, diferenças ou dominação.


















DESENVOLVIMENTOA Constituição da República Federativa do Brasil, lei maior de nossa nação, possui enquanto pressuposto
(...) assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sempreconceitos, fundada na harmonia social (...).(BRASIL, 1988, p. 1)


Seus princípios, baseados na prevalência dos Direitos Humanos, na tolerância às diferenças e repúdio a quaisquer formas de discriminação tiveram, no campo educacional, sua transposição na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, que confere ao contexto educacional a especificidade de articular com a diversidade, por meio do respeito às manifestaçõesculturais, bem como um currículo que atenda às necessidades de todas as partes envolvidas narelação ensino – aprendizagem.
Em diversos estudos realizados em nosso país, descobriu-se que grande parte dos alunos negros possui dificuldade, ou mesmo total impedimento em afirmar sua origem étnica. Uma das causas para este mal é a ausência de referências positivas na narrativa da história dosnegros tanto no Brasil, quanto de sua história ainda em continente africano. Sendo assim, configura-se uma lacuna no autoconceito do negro em nosso país.
Com o intuito de sanar, amenizar esta situação de ausência da historicidade da cultura negra, encontram-se nichos para construir, na dimensão do senso comum: um particular mítico, dotado de estorietas preconceituosas, piadas depreciativas eexplicações sem nenhuma base científica as quais geram nos indivíduos da etnia negra um sentimento de impotência, inferioridade, subserviência e baixa auto-estima. Um legado que desconhece a si e sua própria história, que se resume, nestes termos, à escravidão, passividade, pobreza, ignorância, vícios, e que, de modo singular, minimaliza sua cultura ao samba ou manifestações religiosas como oCandomblé, erroneamente denominado “Macumba”.
Reducionistas, estas práticas apenas dificultam a consolidação de uma identidade pautada em saberes concretos e confiáveis. Em contrapartida o presente trabalho traz subsídios teóricos, que operam como fundamentos para se reconhecer as causas da inferioridade do negro e como estes pretextos ainda interferem constantemente no cotidiano deste grupoétnico.
Intitulado “O ensino de história e cultura africana e afro-brasileira: da lei ao cotidiano escolar”, o trabalho buscou elementos radicais no que se refere a origem da inferioridade e a conseqüente dificuldade em ser negro no Brasil; das formas como este argumento foi prerrogativa para a exploração de mão-de-obra escrava, bem como dos obstáculo na implantação de saberes sistematizados...
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