Crítica ao texto “carta sobre a felicidade” de epicuro tendo em conta o paradigma do condicionamento coberto e o condicionamento clássico

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Numa primeira fase do texto de Epicuro o autor afirma que “ é assim indispensável, cuidarmos das coisas que nos trazem a felicidade, já que sendo esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo procuramos fazer para alcançá-la”. À luz do paradigma do condicionamento coberto, podemos afirmar que a imagem da felicidade funciona como um reforço positivo coberto, ou seja, a imaginação que a felicidade será uma consequência de um dado comportamento fará com que aumente a probabilidade desse comportamento. Num sentido muito amplo e abrangente, podemos desde já constatar o positivismo encontrado nesta mesma citação, e que ao longo de toda a obra será continuamente referido. Continuando, achamos relevante a referência à imagem dos deuses, o que na nossa opinião poderá também funcionar como um reforço positivo coberto, pois relembre-se que o reforço não é unicamente um acontecimento real é também a imaginação ou representação simbólica de determinadas consequências. Pois tal como afirma o autor “ a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons”, poderá também funcionar um pouco como custo de resposta coberta pois, se determinado comportamento deixar de lhe trazer benefícios ou até a imaginação que isso possa acontecer, é possível que o sujeito, com base na crença, acredite que esse comportamento tem esse custo e diminui assim a probabilidade dele ocorrer.
Relativamente à afirmação “ a morte é exactamente a privação das sensações” pensamos que irá um pouco ao desencontro do paradigma do condicionamento coberto, pois vejamos: se a morte é a privação dessas sensações estamos a excluir o plano imagético e cognitivista, por outro lado no condicionamento clássico não havendo qualquer tipo de sensações (estímulos), não haveria de facto um comportamento associado. Nesta situação, podemos por exemplo, fazer referência a casos reais como de suicídio, onde a pessoa em questão, tenta se privar de uma possível dor querendo pôr-lhe fim, e

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