Cronica

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Turma: 1CN

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CRÔNICA POLICIAL
A viúva do falecido insistia em voltar à estaca zero: afirmava que seu homem fora vítima fatal da vida de cão que, via de regra, levam aqueles que fazem das tripas coração, todavia não logram obter um lugar ao sol. Por mais que os agentes da lei insistissem, a dama chovia no molhado: ocadáver do morto, estirado no complexo viário, não a deixava discorrer sobre o tema do assassinato.
Traída pela emoção, seu depoimento deixava a desejar. Outrossim, verdadeiro caos formava-se na malha viária: o elemento crivado de balas atrapalhava o tráfego de carros e a galera de curiosos impedia a circulação de passantes. Os homens de preto, para descobrir o pomo da discórdia e colocar um pontofinal naquela confusão, em alto e bom som, desimpediram a área, expulsando os transeuntes do local, fazendo circular os veículos automotores e transferindo o corpo da vítima do bárbaro assassinato para outro local do logradouro público: a porta de um boteco. De repente, não mais que de repente, dispensando apresentações, visto que conhecidíssimo do Oiapoque ao Chuí, adentrou a cena o eminentepersonagem José Paulino Teixeira, edil e ente querido de todos os munícipes de São José de Cruz-Credo.
Nem o calor senegalesco nem a cena dantesca arrefeceram a ardente intervenção do representante público. Por ironia do destino, eu conhecia a mulher do meliante morto. No dia anterior, a mesma havia entrado em contato com o seu gabinete a fim de que lhe arranjasse uma colocação na Prefeitura Municipal.O vereador, visto que ali estava para servir seus eleitores, com a rapidez de um raio, prometera-lhe acabar com a situação de desocupação em que vivia. Afinal, ele também, José Paulino, tinha uma genitora e sabia o quanto era custoso manter um matrimônio. Pediu perdão aos seus concidadãos e à polícia, mas, com algumas palavras, homenagearia o cidadão e consolaria a pobre e bonita e jovem viúva.Abriu as comportas de seu coração, deixando vazar todo o sentimento de amor ao próximo. Eis, na íntegra, a bela elocução de Sua Excelência, que abriu com chave de ouro a apologia, acrescentando mais um inenarrável discurso aos anais de nossa história. “Senhores, agora já se vão quinze anos que lido com as piores mazelas humanas, desde a vez primeira em que fui agraciado por vossos votos. Aqueles jánão eram anos dourados”.
Todavia, os de hoje, ao mesmo tempo que nos preparam as mais inusitadas surpresas tecnológicas, fazem-nos conviver com as piores misérias do ser humano. A dignidade, que deveria ser preservada a sete chaves, encontra-se, hoje, lado a lado com o presunto, atirada aos porcos. O corpo na via pública, crivado de balas, retrata fotograficamente os nossos dias atuais: grassasa violência, não nos deveria causar impacto tal situação, mas mesmo assim nos espanta casos assim.
Chora a jovem senhora. É necessário colocar um ponto final nisso. Não no choro. Esse lava a alma. É necessário conjugarmos esforços, isto porque a força faz a união e debelada as causas que suscitam a violência, talvez possamos conviver todos juntos, o pobre e o rico, o branco e o preto, oheterossexual e o homossexual de maneira harmoniosamente, vendo a existência humana coroar-se de êxitos. Nesse momento, quando trazemos nosso último adeus ao macho de Isabel, devemos aproveitar a oportunidade para informar nossa valorosa polícia sobre os elementos que compõem a quadrilha de traficantes que ora ceifa a vida de mais um trabalhador a qual deve ser desbaratada. Basta de desculpasesfarrapadas. Dimensionando a situação conforme ela o requer, precisamos detonar a cruzada de moralidade; precisamos instaurar o divisor de águas entre a impunidade e a decência; precisamos reencontrar o elo de ligação entre a democracia e o progresso. Sendo assim nenhuma será deletada e chegaremos a um denominador comum.
Em sã consciência, senhores, convoco-vos a esta jornada que é, em última análise, a...
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