Cromofobia

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Texto: BATCHELOR, David. “Cromofobia”. 1° Edição – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007.


Cromofobia, um medo de corrupção ou de contaminação através da cor, tem sido um fenômeno culturaldesde tempos antigos gregos. Este livro está preocupado com as suas manifestações modernas e comtemporânes, bem como com a resistência a ela na arte.

O argumento central de Cromofobia é que umimpulso cromofóbico se esconde dentro da cultura ocidental. É evidente nas muitas tentativas de marginalizar cor, seja fazendo-a produto de algum corpo estranho ou relegando-a para o reino do superficial,complementar, o não-essencial, ou o cosmético, que é em muito dos casos, a mesma coisa. Críticos costumam ignorar ou negar a sua presença e significado.

Neste estudo, David Batchelor busca analisaras motivações por trás desse medo.
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Capítulo I: Paisagens em branco


No primeiro capítulo de seu livro, Batchelor nos colocadiante da concepção que o ocidente tem do branco e da sua relação com o divino, com o belo, com o puro, e com sua frequente descategorização como cor, como se branco e cor fossem opostos, algo vistocomo um erro para o autor.

Batchelor defende claramente a ideia de que branco é sim uma cor, que não podemos desconsidera-lo, e desassocia-o da ideia de que o branco é minimalista. O minimalismo fez ouso do branco, mas sem que o branco perdesse sua função de cor.

Além das dissertações acerca da cor branca, Batchelor também aborda um conceito da cor como algo de que serve somente paradecoração, o cenceito da cor cosmética.


Capítulo II: Cromofobia


Como sugere o nome do próprio capítulo, nessa parte do livro, Batchelor disserta, mais aprofundadamente, o temor do ocidente em relaçãoas cores, citando duas formas como as cores são vistas – como propriedade de um corpo estrangeiro ou como algo superficial.

Batchelor também nos traz o autor Charles Blanc, que confronta o...
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