Cristologia

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 14 (3315 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 1 de agosto de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
1

Escola de Formação de Agentes de Pastoral da Diocese de São Carlos

CRISTOLOGIA
Parte I - setembro/2001

I)

INTRODUÇÃO

Antropologia (humano)
Do Grego: anthropos: homem +
logos: tratado; Estudo do homem e
dos grupos humanos (aspectos
cultural, social, econômico, político e
religioso)

Jesuologia
Estudo de Jesus como homem
histórico

Teologia (divino)
Do grego: theos:deus + logos: tratado;
Estudo racional da fé em Deus e das coisas
divinas à luz da revelação.

Cristologia
Estudo teológico e sistemático sobre Jesus
Cristo; é a busca da compreensão da
pessoa de Jesus Cristo considerando os
níveis de nossa existência: político, social,
ideológico, econômico e religioso

Libertação

Salvação

Jesus liberta

Cristo salva

1.1 Buscando entender arelação Jesuologia – Cristologia


Jesus Cristo é o Jesus de Nazaré?

• O Jesus que se prega hoje é o mesmo Jesus que viveu na Palestina e foi
crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos?


O que significa para mim que Jesus de Nazaré seja Deus?

• A Cristologia se baseia em Jesus mesmo ou no Querigma de sua comunidade?
(At 4,8-12; At 2-3; At 10,34-43; 1Cor 15,1-11; Fil 2,5-11)Importante: quem crê em Jesus crê no Salvador, naquele que foi crucificado. Quem
foi crucificado foi Jesus, o Nazareno, que após a Ressurreição foi reconhecido como
o Cristo = o Salvador, o Ungido, o Esperado e se tornou o KYRIOS = o Senhor.
Na tentativa de explicar ou negar a existência de Jesus Cristo foram cometidas
muitas heresias (desvio teológico sério na busca da compreensão da pessoa de
JesusCristo).

2

1.2 A evolução da compreensão da teologia cristã
Os grandes conflitos cristológicos são em parte produto de duas correntes: uma
teologicamente “pobre”, de origem judaica, e a outra teologicamente “rica”, platônica.
A cristologia “pobre” acentua a humanidade de Cristo; seus representantes mais
antigos são os ebionitas (seita judaico-cristã). A cristologia “rica” estáassociada aos
teólogos alexandrinos e, por sua vez, vai dar mais destaque à parte divina de Cristo,
negando-lhe uma alma humana. Essas correntes e pensamentos foram discutidos e
refutados ao longo dos tempos pela Igreja nos seus Concílios. Para ELIADE;
COULIANO (1994), esses pensamentos e todas as suas possibilidades podem ser
representados num esquema.
Apenas divino
(docetismo)

separados(nestorianismo)

Divino e
humano

DIVINO

distintos
(ortodoxos)
Não
separados

Não apenas
divino
Não apenas
humano

JESUS
CRISTO

indistintos
(monofisistas)

Nem divino nem humano
(cristologia angélica)

HUMANO

Apenas humano
(ebionistas)

Fiel à Sagrada Escritura e refutando interpretações errôneas e redutivas, o primeiro
Concílio de Nicéia (ano de 325) definiusolenemente a própria fé em “Jesus Cristo, o
Filho de Deus, gerado unigênito do Pai, ou seja, da substância do Pai; Deus de
Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado,
consubstancial ao Pai, por meio do qual foram criadas todas as coisas do céu e da
terra. Por nós homens e pela nossa salvação, desceu do céu, encarnou e Se fez
homem, sofreu e ressuscitou ao terceiro dia,voltou a subir ao céu, donde virá para
julgar os vivos e os mortos”.
Seguindo os ensinamentos dos Padres, também o Concílio de Caledônia (451)
professou “que o único e idêntico Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, é Ele mesmo
perfeito em divindade e perfeito em humanidade, verdadeiramente Deus e
verdadeiramente homem [...], consubstancial ao Pai segundo a divindade e
consubstancial a nóssegundo a humanidade [...]; gerado do Pai antes dos séculos

3

segundo a divindade e, nos últimos dias, Ele mesmo por nós e pela nossa salvação,
de Maria, a virgem Mãe de Deus, segundo a humanidade”.
A esse respeito, João Paulo II declarou explicitamente: “É contrário à fé cristã
introduzir qualquer separação entre o Verbo e Jesus Cristo [...]: Jesus é o Verbo
Encarnado, pessoa una e...
tracking img