Crises e oportunidades em tempos de mudanças

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  • Publicado : 7 de fevereiro de 2013
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Crises e oportunidades em tempos de mudanças

Segundo o texto pelo planeta se espalham diversas crises. São como as crises dos valores, das pandemias, da demografia, da economia, da energia, da especulação financeira, da educação, da pasteurização cultural, de identidades, da banalização da vida, da miséria que explode no mundo, da falta de água que já atinge mais de um bilhão de pessoas. O quepodemos realmente fazer para vencer essas crises?
Estatísticas com todas as variações possíveis nos detalham informações sobre os assuntos. Conferências e fóruns mundiais como Rio de Janeiro 1992 (meio ambiente), Viena (direitos humanos), Cairo (crescimento populacional), Beijing (papel das mulheres), Istanbul (urbanização), Copenhague de 1996 (situação social do planeta), Johanesburgo em 2002(desenvolvimento sustentável), Copenhague (dimensão dos desafios climáticos, e Rio de Janeiro em 2012 (Rio +20 meio ambiente), nos norteiam para o sentido de que os desafios são simplesmente vitais, e que já é hora de se tomar atitudes concretas, e avaliar de forma mais sensata e realista. O futuro deixou de ser uma vaga ameaça, um desenho inseguro, ele vem dando sinais de uma crise civilizatória.Como humanidade, devemos reagir agora, temos pela frente um imenso esforço planetário devemos juntar forças, aproveitar a ampliação das redes de comunicação, para difundir nesses meios a importância da compreensão dos desafios, visando conscientizar uma grande quantidade de pessoas de diversos níveis sociais, para que se unam aos que já estão engajados nas causas das diversas crises.

I – ADIMENSÃO DOS DESAFIOS
A convergência dos desequilíbrios
O comentário do New Scientist sobre estas macro-tendências foca diretamente o nosso próprio conceito de crescimento econômico:
A ciência nos diz que se queremos ser sérios com a visão de salvar a terra, precisamos dar outra forma à nossa economia. Isso, naturalmente, constitui uma heresia econômica. O crescimento para a maioria doseconomistas é tão essencial como o ar que respiramos: seria, dizem, a única força capaz de tirar os pobres da pobreza, de alimentar a crescente população mundial, de enfrentar os custos crescentes dos gastos públicos e de estimular o desenvolvimento tecnológico – isso sem mencionar o financiamento de estilos de vida cada vez mais caros. Eles não vêem limites ao crescimento, nunca. Nas semanas recentestornou-se claro quão aterrorizados estão os governos de qualquer coisa que ameace o crescimento, enquanto derramam bilhões em dinheiro público num sistema financeiro em falência. No meio da confusão, qualquer questionamento do dogma do crescimento precisa ser visto de forma muito cuidadosa. O questionamento apoia-se numa questão duradoura: como conciliamos os recursos finitos da terra com o fato queà medida que a economia cresce, o montante de recursos naturais necessário para sustentar a atividade também deve crescer? Levamos toda a história humana para a economia atingir a sua dimensão atual. Na forma corrente, levará apenas duas décadas para dobrar.

Tais conceitos de crescimento econômico geram controvérsias e polemicas. Como podemos pensar em um aumento da pesca quando estamosliquidando a vida nos mares, ou com o aumento da produção agrícola quando estamos liquidando os aquíferos e contaminando as reservas planetárias de água doce. Isto sem falar do aumento de produção de automóveis e da expansão de outras cadeias produtivas geradoras de aquecimento climático. Devemos estabelecer limites para todo esse desenvolvimento desenfreado, optar por soluções sistêmicas esustentáveis, ou optamos pelo crescimento econômico sem controle, ou deixamos um planeta melhor para as futuras gerações..

O escândalo da desigualdade
A busca desenfreada por esse crescimento econômico talvez seja a grande causa da escassez dos recursos finitos do planeta. O crescimento para a maioria dos economistas é tão essencial como o ar que respiramos, segundo eles seria a única força capaz de...
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