Crises asiaticas

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Seminário de Economia II
Ano lectivo 08/09



Globalização

Crises Asiáticas















Globalização

Crises Asiáticas












Índice

Índice………………………………………………………………………………pág. 2
Resumo, Palavras Chave…………………………………………………………pág. 3
Globalização “moderna”……………………………………………………........pág. 5
Contextualização………………………………………………………………….pág.7Determinantes da crise: algumas explicações ………………………………… pág.12
A hipótese da assimetria de informação e consequências económicas
Risco Moral
Liberalização dos mercados de capitais
Sobrevalorização da taxa de câmbio
Problemas de liquidez
Fragilidade do sistema bancário
Crises financeiras e cambiais: crises gémeas
Conclusão…………………………………………………………………………pág.24Anexo.……………………………………………………………………………. pág.28
Bibliografia……………………………………………………………………….pág.30



Resumo

Nos dias que correm a globalização tornou se tema de conversa e de forma bastante controversa.
A década de 1990 é marcada pelo aumento de fluxos de capitais privados, nomeadamente empréstimos, para os países em desenvolvimento e com este aumento o surgimento de crises financeiras nos países emergentes com carácter regular e crescente, o que o torna umproblema muito sério e preocupante.
Vamos fazer uma análise deste tema em particular as crises asiáticas.
De realçar que os anos noventa foram alvo de grandes crises: Europa (1992), México (1994), Sudeste Asiático (1997), Rússia (1998), Brasil (1999) e nos nossos dias a crise global internacional com epicentro nos EUA.
A súbita cessação e, em seguida, reversão dos fluxos de capitais para o Méxicoem 1994 provocaram o primeiro tremor na economia global seguindo-se a crise na Ásia Oriental. A crise monetária na Tailândia foi rapidamente transmitida à Indonésia, à Malásia, às Filipinas, ou seja, teve um impacto que se ramificou em toda a economia global.
O México adoptou o regime de taxas flutuantes pressionado pelo baixo nível das reservas internacionais e pela forte desvalorizaçãoda moeda iniciada no ano anterior. A moratória unilateral do México marcou o início de uma nova fase na actuação do FMI para impedir que a crise mexicana contagiasse outros países da América Latina e abalasse o sistema financeiro dos países Desenvolvidos, especialmente o sector bancário dos EUA. Este risco levou os governos dos
Países desenvolvidos, principalmente Estados Unidos, Grã-Bretanha eAlemanha, a intervirem activamente no processo de reescalonamento da dívida dos países em desenvolvimento.
A crise financeira do sudeste asiático iniciou-se no segundo semestre de 1997,com epicentro na Tailândia, caracterizada por uma forte desvalorização do Baht tailandês, baixas reservas internacionais, colapso nos mercados domésticos de activos, falências generalizadas de bancos e empresas eforte risco de moratória da dívida externa. A crise coreana foi considerada mais séria porque a elevada dívida externa do país e a eventual fuga dos investidores estrangeiros poderiam afectar o sistema financeiro e económico do Japão e, desta forma, contagiar o resto do mundo.
Em Janeiro de 1999, a crise financeira chegou ao Brasil com a interrupção do fluxo de capitais externos, mudança doregime cambial e elaboração de um programa de ajuste coordenado pelo FMI com recursos de co-financiamento. É de ressaltar a magnitude deste fenómeno e o problema de contágio que mais adiante iremos descrever mais ao pormenor. O surgimento de um “rumor” sobre um país poderá gerar uma fuga de capitais desta economia, tendo em vista ser mais vantajoso para o investidor alocar a sua riqueza ouinvestimentos noutro país do que pagar para saber a veracidade do rumor. Concretamente, o surgimento do rumor contra o Baht tailandês tornou, do ponto de vista da alocação óptima, muito mais eficiente a alocação da sua riqueza noutros países, nomeadamente a economia norte americana. Foi o caso das economias emergentes da Europa Central e de Leste....
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