Crise republica romana

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Crise da República Romana
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Caio Júlio César Otaviano Augusto estabeleceu o Império Romano assumindo o trono em 27 a.C., detendo o poder militar e legislativo, tornando-se "senhor absoluto de Roma" e diminuindo a autoridade do senao(do na tomada de decisões. É considerado o primeiro imperador romano.
A crise da República Romana se refere a um longoperíodo, entre 134 a.C. e 44 a.C., de instabilidade política e social que culminou com o desaparecimento da República Romana e com o estabelecimento do Império Romano.
As datas exatas das ocorrências destas crises não são totalmente claras porque, "Roma oscilava entre a normalidade e a crise" por muitas décadas.[1]
Da mesma forma, as causas e atributos das crises mudaram ao longo das décadas,incluindo as formas de escravidão, bandidagem, guerras internas e externas, reformas agrárias, a invenção de novas formas de punição literalmente cruéis,[2] a expansão da cidadania romana, e até mesmo as mudanças na composição do exército romano.[3]
Os estudiosos modernos discordam sobre a natureza destas crises. Tradicionalmente, a expansão da cidadania (com todos os direitos, privilégios edeveres), foi encarada de forma negativa por Salústio, Gibbon e outros de suas escolas, pois causou divergências internas, disputas com os aliados de Roma, revoltas de escravos e tumultos.[4] No entanto, os estudiosos de hoje apontam que todo o propósito da república deveria ser res publica – o essencial para o povo – e, assim, as pessoas mais pobres não poderiam ser culpadas por exigirem soluções paraas suas queixas utilizando as leis legítimas e legais de Roma.[4]
Índice
  [esconder] 
1 Início da crise
1.1 Argumentos para uma data de início precoce (ca. 134 a 73 a.C.)
1.2 Argumentos para uma data de início tardia (69 a 44 a.C.)
1.3 Argumentos para uma data final (49 a 27 a.C.)
2 Tibério e Caio Graco
3 Caio Mário e Sula
4 Pompeu
5 Ver também
6 Referências
7 Bibliografia
8 Ligaçõesexternas[editar]Início da crise


A República Romana em 100 a.C.
Durante séculos, os historiadores têm discutido sobre o início das crises e a data final para estas, legitimando o fim da República Romana. Florence Dupont e Christopher Woodall escreveram: "não são feitas distinções entre períodos diferentes".[5] Entretanto, sem dúvida, os romanos perderam a liberdade por meio de saques e pelasconsequências de seus atos "moralmente baixos".[6]
[editar]Argumentos para uma data de início precoce (ca. 134 a 73 a.C.)
Harriet I. Flower and Jurgen Von Ungern-Sternberg argumentam a favor de uma data de início exata partindo de 10 de dezembro de 134 a.C., com a inauguração de Gracos como tribunos,[7] ou alternativamente quando a primeira proposta de reforma agrária foi emitida pela primeiravez em 133 a.C..[8] Apiano de Alexandria escreveu que estas crises foram o "prefácio para as guerras civis romanas".[9] Veleio comenta que a reeleição sem precedentes do Gracos como tribunos em 132 a.C., os motins e as controvérsias ajudaram para o início de uma crise:
"Este foi o início do derramamento de sangue civil e do reino livre [sic] pelas espadas na cidade de Roma. A partir de então, ajustiça foi derrubada pela força e o mais forte era proeminente."
– Marco Veleio Patérculo, Vell. Pat. 2.3.3-4, traduzido e citado por Harriet I. Flower.[10]
Em qualquer caso, o assassinato de Tibério Graco, em 133 a.C. marcou "um momento decisivo na história romana e do início da crise da República Romana."[11]
Barbette S. Spaeth refere-se especificamente como "a crise de Gracos como uma dasprincipais causas da queda da república."[12]
Nic Fields, em sua história popular sobre Espártaco, defende uma data de início a partir de 135 a.C., com o início da Primeira Guerra Servil na Sicília.[13] Fields argumenta:
"A rebelião dos escravos na Sicília sob a liderança de Espártaco poderia ter sido melhor organizada, mas não foi a primeira de seu tipo. Houve outras rebeliões de escravos que...
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