Crise economica

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  • Publicado : 6 de março de 2013
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Como a Crise Econômica Mundial Começou


Em setembro de 2008, o planeta mergulhou na mais profunda crise desde a Grande Depressão, nos anos 1930. O estopim foi a quebra de um dos maiores bancos de investimento dos Estados Unidos, o Lehman Brothers. Em poucos dias, outras grandes instituições financeiras do mundo seguiriam, num efeito dominó, o rastro de desastre do Lehman. As condições quederam origem à crise – a criação da bolha imobiliária norte americana – remontam a 2002. naquele ano, aproveitando as baixas taxas de juros, os bancos norte-americanos passaram a fazer empréstimos de longo prazo a clientes que não tinham boa avaliação de crédito – os empréstimos subprime. Em seguida, esses mesmos bancos negociavam no mercado de títulos que tinham como garantia o pagamento de taisempréstimos. O crédito fácil fez aumentar a procura por imóveis, que tiveram os preços elevados, atraindo mais investidores para o mercado imobiliário e ajudando a impulsionar a economia americana por anos, com a criação de empregos e o aumento da produção.
Entretanto, os juros subiram – em parte, por um movimento natural do mercado, mas também por dificuldades próprias da economia americana, comogastos com guerras e isenções fiscais a grandes empresas – deixando muitos compradores com dificuldades para saldar a dívida. As hipotecas começaram a ser executadas, e os imóveis retomados voltaram a ser colocados à venda. Com o aumento da oferta, os preços caíram, a indústria da construção civil entrou em crise e os títulos com base nos empréstimos subprime perderam valor. Esse é o estouro dabolha imobiliária, ocorrido em 2008.
Mesmo as instituições financeiras cujos negócios não estavam diretamente ligados a essa categoria de empréstimo mergulharam numa crise de confiança que as levou a suspender as operações de empréstimo em geral. Estava criada a crise de crédito que contaminaria o mundo todo em poucos dias.

EVOLUÇÃO DO DESASTRE: Crises econômicas evoluem num espiral. Quem maisse ressente da falta de crédito é o setor produtivo: sem empréstimos para investir em novos equipamentos e compra de matéria-prima, as indústrias têm o crescimento contido. Sem crescer, sua tendência é demitir. O aumento de desempregados reduz o consumo. O problema volta para as mãos das indústrias, que não encontram mercado para seus produtos e podem demitir mais. Nessa crise, o quadro não foidiferente, mas bem mais complexo, por causa das características da economia globalizada. A quebra de confiança no sistema financeiro internacional levou os investidores a buscar ativos mais seguros, como as commodities (matérias-primas), elevando o preço do petróleo e dos alimentos, o que atingiu duramente os países mais pobres. Como na economia globalizada há grande interdependência entre empresas,bancos e nações, a falta de crédito espalhou-se imediatamente pelos cinco continentes.
DINHEIRO PÚBLICO PARA SANAR A CRISE: Apesar das diretrizes adotadas pelo mundo a partir da década de 1990, baseadas no Consenso de Washington, que pregava a baixa interferência dos Estados na economia, foi a ele (o Estado) que o capitalismo recorreu no momento de crise. As autoridades monetárias dos paísestomaram uma série de medidas para minimizar o impacto da crise. Em geral, sua diretriz foi a de injetar dinheiro público para salvar instituições financeiras ameaçadas de quebra, dentro da lógica de reconquistar a confiança do mercado. Os governos estabeleceram, também, mudanças nas políticas fiscais e monetárias para incentivar a produção, o consumo interno e as exportações. Algumas nações reduziramdrasticamente as taxas de juros, de maneira coordenada, para fomentar as atividades econômicas.
Além das iniciativas nacionais, instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Mundial de Comércio (OMC), bem como o G-20, articularam-se para agir contra a crise, ampliar recursos para empréstimos emergenciais aos países mais necessitados e...
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