Crise do capitalismo e regimes totalitarios

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  • Publicado : 5 de abril de 2013
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Crise de 1929
Em 1929, a crise econômica que teve início nos E.U.A. se espalhou para outros países do mundo.


Até mais ou menos 1925, as sociedades européias enfrentaram dificuldades parareconstruir o que tinha sido destruído na Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, o crescimento econômico dos E.U.A. era notável. Seus produtores, cujo território não tinha sido afetado diretamentepela guerra, podiam vender aos europeus, em grandes quantidades, tudo de que precisavam: alimentos, máquinas, combustível e armas.


Pouco tempo após o fim do grande conflito, os europeus iniciarama reconstrução de sua estrutura produtiva, no campo e nas cidades. Os industriais ingleses, alemães e franceses, por exemplo, modernizaram rapidamente suas linhas de produção. Depois, implantaramuma série de medidas protecionistas e reduziram as implantações dos E.U.A.



Do outro lado do Atlântico, o ritmo da produção estadunidense continuava a aumentar, tanto nas indústrias como naagricultura, levando esses setores a crescerem além das possibilidades de compra dos mercados interno e externo. Com isso, enorme quantidade de mercadorias ficou estocada sem ter compradores, ou seja,ocorreu uma superprodução de bens. Os preços começaram a cair continuamente, mas mesmo assim os produtores estadunidenses não conseguiram exportar seus produtos como antes. Então, agricultores eindustriais foram obrigados a reduzir suas atividades, demitindo milhões de trabalhadores.



Em 29 de outubro de 1929, um dos piores dias da crise, ocorreu uma queda vertiginosa das ações na Bolsade Nova York. As ações perderam quase todo seu valor financeiro, levando centenas de empresas e bancos a falir. Em decorrência da crise, entre 1929 e 1932, a produção industrial nos E.U.A. foireduzida 54 % e mais de 4 mil bancos fecharam suas portas. O número de homens e mulheres desempregados chegou a mais de 15 milhões nos E.U.A., o que representava um a cada quatro trabalhadores do...
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