Criminalidade - os casos de diadema e bogotá

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  • Publicado : 24 de janeiro de 2013
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Introdução
O fenômeno da violência tem sido objeto de atenção dos mais variados atores sociais. Pesquisadores das mais diversas trajetórias e origens se debruçam sobre o tema, mas ainda assim estamos longe de atingir um consenso sobre como lidar com a crescente e freqüente ameaça da violência. Diante deste quadro devemos, antes de tudo, compreender os motivos que impulsionam um cidadão acometer crimes. A maneira mais eficiente de se combater o crime é prevenindo-o, porém a prevenção só poderá ser plenamente efetivada quando for possível determinar suas causas, fatores, razões, enfim, os motivos que levam o indivíduo a delinqüir.

Causas e Implicações da Criminalidade
Há diversas diferenças ideológicas e metodológicas que alimentam as discussões acerca das causas da criminalidade.Uma das mais recorrentes gira em torno da pobreza e da desigualdade social. Discute-se a importância de políticas sociais que objetivassem melhorar as condições de vida de grande parte da população brasileira e que, pelo menos em principio, contribuiriam para uma relativa pacificação das relações sociais. Afirma-se constantemente a necessidade de investir em hospitais, saúde pública, escola,assistência social etc.
Outra vertente das reflexões foca o desenvolvimento da criminalidade a partir da articulação ao tráfico de armas e drogas, que provocou uma mudança na dimensão e concepção de violência em nosso país. A atividade criminosa ligada ao tráfico atrai crescentemente parte do universo jovem das camadas populares, oferecendo as mais diversas gratificações. Embora, em geral, sereconheça que existe uma relação entre criminalidade e desigualdade social, não podemos nos deixar levar pela idéia de que a desigualdade e a pobreza são pontos de partida para o processo de criminalização de um cidadão.
Primeiramente devemos ter claro que a violência se configura um fenômeno altamente complexo, fator este que não nos permite uma compreensão simples no que diz respeito à compreensão desuas causas. Bushway e Reuter desarticulam algum dos argumentos mais utilizados quando provam que a criminalidade não está diretamente ligada à falta de emprego. Como complemento, os autores afirmam que a ocorrência de altas taxas de desemprego em uma determinada região não definiria seus índices criminais, mas que seriam estabelecidas pela existência de um determinado grupo de pessoas poucodispostas a procurar por emprego. O exemplo deste estudo indica como são grandes as dificuldades de se estabelecer causas precisas sobre o surgimento do crime e de atos de violência.
Devemos ressaltar também que inúmeros atos de violência são absorvidos a partir do convívio familiar, principalmente durante a infância, o que pode indicar um comportamento violento herdado até a fase adulta. Emconseqüência disto, a violência pode vir a assumir múltiplas formas, repercutindo em como é classificada: em razão da vítima; em função do agente da violência; considerando a natureza do ato violento ou levando-se em conta as motivações do causador do ato violento.
Conklin aponta os custos da violência como fatores de extrema importância e complexidade a respeito da violência, e eles são seis: : 1 –perda direta de propriedade; 2 – transferência indevida de propriedade; 3 – custos relacionados à criminalidade; 4 – gastos ilegais; 5 – os custos de manutenção do sistema de justiça criminal; e 6 – os custos relacionados à prevenção e proteção de bens e pessoas. O primeiro ponto trata-se de perdas diretas de bens e coisas úteis. O segundo aspecto refere-se a um bem transferido de uma pessoa para aoutra de maneira ilegal. O terceiro ponto pode ser exemplificado nos custos diretos advindo com atos de violência, provocando impactos tanto nos gastos públicos como nos privados. Os gastos em despesas ilegais como jogo, drogas, pornografia proibida, produtos piratas, constituem o quarto aspecto de Conklin. O quinto está ligado ao custo gerado para manter em funcionamento o sistema de justiça...
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