Crime como obra de arte

1302 palavras 6 páginas
O CRIME COMO UMA OBRA DE ARTE

A racionalidade tornou o homem um animal único, que no curso da história sobrepujou a natureza por sua inteligência cada vez mais evidente.
Essa característica tão peculiar não se apresenta em equidade e aqueles que se destacam pelo conhecimento, pela inventividade, pela capacidade de uma abstração mais profunda da realidade convencionou-se chamar de gênio.
O fascínio pela observação da realidade e o desenvolvimento do pensamento, aliada à necessidade de comunicar a sua complexidade interna ao outro, produziu um novo elemento à personalidade: a criatividade. Essa habilidade surge como um recurso de expressão, muito anterior à língua escrita, onde o Cro Magnons retratam suas percepções pessoais por meio de gravuras, figuras impingidas nas rochas com a utilização de sangue, saliva, argila e excrementos de morcegos. A origem etimológica da palavra criatividade é localizada em criar, do latim “creare” que significa erguer, produzir, transformar; trazendo, então, originalmente, a ideia de capacidade de desenvolvimento. O ser criativo é aquele que elabora novas respostas, por meio processos intelectuais ainda não bem definidos, despertando o espanto pela inovação face aos desafios.
No pensamento grego da antiguidade, sobretudo a partir da obra de Platão e Aristóteles, associou-se a inteligência criativa às divindades, sendo depois reconhecida como parte da essência do ser humano responsável pela construção do conhecimento e indicativo de uma conduta ética e moral. Segundo esse pensamento os artistas e estudiosos que criavam obras excelentes eram semelhantes aos deuses, atribuindo a alguns poucos o dom da perfeição.
Durante movimento literário conhecido por romantismo os processos criativos não se confundem mais exclusivamente com as regras da razão, mas apóiam-se na singularidade de cada sujeito criador em compromisso com a natureza e com sua subjetividade.
Pensadores contemporâneos, dentre eles Piaget, conceitua que

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