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As Portas da Percepção
&
Céu e Inferno
Aldous Huxley

O©®BR
Sobre a Obra:
ESTE VOLUME REÚNE dois dos ensaios mais importantes de Aldous Huxley sobre os
efeitos da ingestão de drogas alucinógenas e as implicações mentais e éticas dessa
experiência. A obra inclui ainda uma série de pequenos textos sobre outros modificadores da
percepção humana, revelando a profunda dicotomia do autor que,ao buscar iluminações
místicas inalcançáveis pelo pensamento racional, não esconde seu inconformismo com as
limitações do corpo humano.
Em As portas da percepção, de 1954, o romancista e ensaísta inglês descreve suas
experiências pessoais com a mescalina, alcalóide extraído de um cacto mexicano, muito
empregado pelos xamãs. As experiências, realizadas sob rigoroso controle médico, lheproporcionaram uma "visão sacramental da realidade".
O exame das implicações mentais e éticas dessa experiência tem continuidade em
Céu e inferno, de 1956, em que Huxley constata que, se as alucinações produzidas pela droga
podem atingir uma esfera mística inalcançável pelo pensamento racional, também podem
conduzir o paciente às margens da auto-aniquilação. A obra se encerra com uma série depequenos ensaios sobre outros modificadores da percepção humana, como a falta de
vitaminas no cérebro, o dióxido de carbono e suas conseqüências tóxicas sobre a mente.
Foi graças a estes ensaios que Huxley tornou-se uma espécie de guru entre os hippies
da contracultura californiana da década de 1970, tais como o roqueiro Jim Morrison, da banda
The Doors. No entanto, como escreve Manuel da CostaPinto em seu prefácio à esta edição,
estas "são meditações escritas à luz radiosa da razão, relatos de experiências com a mescalina
que não conduzem a uma adesão imediata aos paraísos artificiais, mas sim a uma idéia de
alargamento da consciência que não elide seu elemento reflexivo".
Sobre a Digitalização desta Obra:
Esta obra foi digitalizada para proporcionar de maneira totalmente gratuita obenefício
de sua leitura àqueles que não podem comprá-la ou àqueles que necessitam de meios
eletrônicos para ler. Dessa forma, a venda deste e-livro ou mesmo a sua troca por qualquer
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“Para M.” (Aldous L. Huxley)
“PARA TODOS OS FAUSTOS” ALDOUS LEONARD HUXLEY nasceu em 26 de julho de 1894 no condado
de Surrey, na Inglaterra. Seu primeiro livro foi publicado em 1916, uma coletânea de
poemas. Autor de uma linhagem de reconhecidos intelectuais em que sobressai o avô, o
biólogo Thomas Henry Huxley, defensor das idéias evolucionistas de Darwin, Aldous
teve sua reputação literária estabelecida a partir de 1921 com a novela CromeYellow.
Imediatamente seguiram-se sátiras brilhantes (Antic Hay, de 1923; Folhas inúteis, de
1925; Contraponto, de 1928), nas quais o autor analisa de maneira espirituosa porém
implacável as agruras da sociedade contemporânea.
No período anterior à Segunda Guerra Mundial, a obra de Huxley adquire um
tom mais sombrio. São desse período Admirável mundo novo (publicado em 1932,
denuncia osaspectos desumanizadores do "progresso" científico e material) e Sem olhos
em Gaza (novela pacifista de 1936), além de uma série de ensaios.
Em 1937, no auge da fama, Huxley deixa a Europa e se muda para a Califórnia.
No momento em que o Ocidente se preparava para a guerra, ele começa a acreditar que
a chave para a resolução dos problemas do mundo estaria na troca da razão
individualista ocidentalpela "sabedoria perene", de caráter místico, centrada na idéia da
unidade. São dessa fase tanto as obras de ficção O tempo deve parar, de 1944, e A ilha,
de 1962 (uma espécie de seqüência de Admirável mundo novo), quanto o famoso relato
de sua primeira experiência com mescalina, As portas da percepção, de 1954.
Aldous Huxley morreu em 22 de novembro de 1963, por coincidência o dia em
que...
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