Crianças escravas

Páginas: 8 (1804 palavras) Publicado: 7 de novembro de 2011
No século XVIII em todo o Brasil as crianças negras foram praticamente ignoradas, não há interesse em comentar como viviam os escravos e os pobres, as mulheres e, menos ainda, as crianças. A preocupação trata quase somente de assuntos políticos e econômicos. Só se preocupavam com a situação do povo quando havia perigo de revoltas e outros problemas.
Existia uma alta taxa de mortalidadeinfantil, essa taxa se acentuava ainda mais se tratando de crianças negras. Mas a morte não era encarada como uma tragédia, outras crianças poderiam nascer substituindo as que se foram às crianças não eram vistas como seres que fazem falta, a mortalidade era tão alta que não se podia contar com o nascimento de escravos para suprir o mercado de trabalho. Aquele era o mundo de adultos.

CRIANÇA ESQUECIDANAS MINAS GERAIS

Nas Minas Gerais as crianças, como acontecia com as mulheres livres, andavam mesmo por lugares sozinhas ou acompanhando as mães que iam vender seus produtos. Essas caminhadas, quase sempre penosas, mas trazendo sensação de liberdade, tais crianças auxiliavam suas mães em seus trabalhos, sem ter uma atividade específica.
Nas vilas e cidades, era comum encontrar crianças indoe vindo pelas ruas, a rua fazia parte da vida como um espaço coletivo e as crianças perambulavam com ou sem finalidade. A rua fazia parte de seu mundo.
Nas senzalas, viviam os escravos de um mesmo proprietário e as crianças andavam por todos os lugares, freqüentando inclusive, as habitações de seus donos, principalmente quando suas mães ali trabalhavam. As donas acarinhavam e aceitavam ascrianças negras que não tivessem ainda atingido os sete anos, elas serviam de distração para essas mulheres que viviam uma vida monótona.
Os homens foram frequentemente obrigados a mudar de local, por conta de novas minas e isso os impedia de dar maior atenção aos filhos, assim grande parte das crianças tinham contato apenas com as mães e com outras mulheres.
Inúmeros nascimentos de filhos debrancos com pessoas de outra etnia, tornaram os mulatos e mestiços, no fim do século XVIII, o grupo mais numeroso. Essas crianças foram chamadas de cabra, mestiço, mulato, pardo, etc., mas “gente de cor” é o nome com que se viam na documentação do período.
Para os donos, a maior serventia das crianças nascidas no lugar era o fato de tornar possível a existência de uma ama-de-leite para alimentar seusfilhos. Mas para isso não havia necessidade de sobrevivência do filho da escrava. As amas chegavam a ser alugadas por bom preço.
Os nascimentos nem sempre eram computados, pois os “anjinhos” morriam sem que tivessem sido batizados – o batismo dava a vida oficial a criança. As mães se viam na obrigação de registrar seus filhos, pois caso contrário passariam a ser malvistas por aquela população.As autoridades insistiam nesse ponto e uma vez que toda a vida da capitania se pautava pelos preceitos católicos.
A questão do batismo de filhos de escravos, tanto os vindos da África, quanto os nascidos no Brasil, parecia tão indispensável que se julgava necessário que fosse realizado mesmo contra a vontade dos pais.
Mais sujeitos a mortalidade precoce, os filhos dos negros dado o tipo de vidaque levaram seus pais, muitas vezes na miséria ou dependendo do piedade de seu senhor, fossem enterrados sem que nenhuma autoridade civil ou religiosa tomasse disso conhecimento.
Era vantajoso os escravos casarem entre si, com a presença da criança em um determinado lugar afastaria nos cativos a idéia de fugir ou de praticar “barbaridades” Vemos como os donos da situação buscavam de todos osmodos controlar e oprimir seus escravos, inclusive usando a arma da afetividade.
As crianças de “cor” tinham significativo papel nas festividades, aliás, bastante numerosas, a maioria das quais era patrocinada pelo catolicismo. Desde pequenos, os que tinham boa voz se viam treinados pelos músicos para cantar, jovens e crianças participavam das bandas e dos grupos musicais que tocavam nas festas...
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