Crescimento em portugal

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  • Publicado : 25 de novembro de 2012
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Excerto:

Ao fim do jantar, na Rua de S. Francisco, Ega, que se demorara no corredor a procurar a charuteira pelos bolsos do paletó, entrou na sala, perguntando a Maria, jásentada no piano:
-Então, definitivamente, Vossa Excelência não vem ao sarau da Trindade?...
Ela voltou-se para dizer, preguiçosamente, por entre a valsa lenta que lhe cantavaentre os dedos:
-Não me interessa, estou muito cansada…
-É uma seca – murmurou Carlos do lado, da vasta poltrona onde se estirara consoladamente, fumando, de olhos cerrados.
Egaprotestou. Também era uma maçada subir às pirâmides do Egipto. E no entanto sofria-se invariavelmente, porque nem todos os dias pode um cristão trepar a um monumento com cinco milanos de existência… ora a sr.ª D. Maria, neste sarau, ia ver por dez tostões uma coisa também rara – a alma sentimental de um povo exibindo-se num palco, ao mesmo tempo nua e decasaca.
-Vá, coragem! Um chapéu, um par de luvas, e a caminho!
Ela sorria, queixando-se de fadiga e preguiça.
-Bem – exclamou Ega – eu é que não quero perder o Rufino… Vamos lá,Carlos, mexe-te!

Resumo:

Ega convida Maria Eduarda a ir ao sarau no teatro Trindade, mas esta recusa, alegando que está cansada. Carlos também recusa, dizendo que «é umaseca». Ega encoraja-os, dizendo que poderiam ver, por 10 tostões, uma coisa rara: a alma sentimental de um povo exibindo-se num palco. Maria Eduarda e Carlos continuam com preguiça,mas Ega diz a Carlos para se mexer, pois não queria perder o Rufino.

Expressividade:

Carlos e Maria Eduarda não querem ir a um acontecimento importante pelo simples facto deterem preguiça. Até lhes interessa, mas a preguiça vence. É o que acontece com muitos de nós. Preferimos ser preguiçosos a fazer actividades que seriam importantes para nós.
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