Crack

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  • Publicado : 15 de outubro de 2012
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CRACK: chaga social também nas pequenas Comunidades


Atualmente muito se discute e veicula-se na mídia de ênfase jornalística a questão da expansão do consumo e do tráfico de drogas chamadas ilícitas, os entorpecentes, que tem alto poder de dependência e também de destruição orgânica sobre os indivíduos usuários. Embora se trate frequentemente sob a ótica criminal no sentido da coerção einibição dessas drogas em meio a população, compreende-se atualmente tratar de uma questão mais abrangente que não está somente restrita ao drogadício ou ao narcotraficante, mas de fato torna-se uma chaga social, um problema que envolve todos os indivíduos da sociedade, sejam eles diretamente atingidos ou não. Ainda assim repousa nesse problema outra questão, o da vulnerabilidade social que hoje nãose restringe aos grandes centros, mas toca famílias e comunidades inteiras das pequenas e até mais longínquas localidades pelo país afora.
Cidades interioranas e Comunidades até pouco tempo pacatas acostumadas a notícias pitorescas da vida alheia, agora figuram em páginas dos jornais e nos sites pela internet, estarrecidas com filhos e filhas sendo levados ao prematuramente ao consumo deentorpecentes. Entre as drogas que atualmente mais preocupam a sociedade civil e as instancias governamentais está o crack, subproduto da Cocaína, que associada ao bicarbonato de sódio ou soda cáustica, torna-se potencialmente mais destruidora e viciante que a própria cocaína. Entre os 70% das apreensões de drogas está o crack. Os centros de recuperação públicos, procurados por dependentes, registramcerca de 90% de usuários viciados no crack. Daí o crack ser alvo de preocupação, estudos, cursos, congressos que visam refletir e tomar atitudes positivas no combate ao seu uso e tráfico, o que faz lançar toda uma sociedade no combate ao crack.
O consumo de crack tomou a pauta de governantes dos pequenos centros. Os prefeitos da Associação Amazonense de Municípios (AAM) que reúnem 62 cidades doestado se reuniram em janeiro de 2012 para discutir este problema do crack nas pequenas localidades do estado. A divulgação do estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou que em 98% dos municípios brasileiros sondados existem problemas relacionados a drogas e/ou ao crack. De acordo com a CNM, dos 62 municípios do Amazonas, 42 foram pesquisados, sendo que em 35 deles foramconstatados uso do crack. Entre as cidades com alto consumo no Estado estão: Careiro da Várzea, Coari, Tefé, Carauari, Alvarães, Fonte Boa, Lábrea e Benjamin Constant; Todas estas cidades estão localizadas no interior e tem em média menos de 50 mil habitantes.
Na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, cuja produção agrícola tem a cana-de-açúcar como produto predominante, 22 municípiostêm alto índice de consumo da droga, segundo levantamento da CNM. Na cidade de Guariba, os dados do Observatório do Crack da CNM são confirmados pelo coordenador da Pastoral do Migrante, o padre Antônio Garcia. Ele afirma que as árduas condições de trabalho nas plantações e a solidão enfrentadas pelos cortadores de cana que vêm de outros estados para o período da safra facilitam a ação dostraficantes. “O migrante vem pra cá desprotegido. Ele não tem a quem recorrer. Ouvem falar que quem consome a droga fica mais corajoso, mais forte, aguenta tudo, consegue ficar até dezesseis horas no corte de cana”, analisou Garcia.
Diante destes dados entre tantos outros noticiados diariamente e mensuráveis nas diversas estatísticas de institutos governamentais ou não, as chamadas ONG’s e Fundaçõesque cuidam dos dependentes, se constata o fato como consumado no Brasil. Contudo, questiona-se: porque comunidades até então pequenas, onde muitas vezes as relações familiares e sociais se mantêm num padrão tradicional de convivência, tem sido alvo de uma droga até então restrita aos grandes conglomerados urbanos?
A problemática se debruça na consciência que as comunidades e as famíliasdevem...
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