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Matériacapa
As t ransformações da Infância e da Adolescência

Como a sociedade está lidando com isso
A cada época a sociedade passa por processos de
transformações, isso não poderia ser diferente com a
infância e a adolescência. Os processos de relacionamen­
to, interação e raciocínio das crianças e adolescentes
estão se modificando. De acordo com a psicologia a
infância é a fase que vaidesde o nascimento até aproxi­
madamente 11 a 12 anos de idade, sendo a fase mais cru­
cial do desenvolvimento humano, pois envolve o desen­
volvimento da base biopsicossocial sobre a qual se esta­
belece a personalidade do adulto. Já a adolescência é a
fase que se inicia aproximadamente entre 12 a 13 anos e
vai até os 18 ou 19 anos. É um estágio intermediário entre
a intància e a faseadulta, quando o adolescente passa por
profundas alterações em todas as áreas. Isto gera novas
formas de se perceber, pensar sentir e agir. É uma fase de
grandes oscilações entre posturas infantis e adultas, em
uma busca de definição da identidade própria. O esta­
belecimento desta identidade é que define o final da ado­
lescência. Porém algumas dessas fases tem ficado um
pouco embaralhadas eo desenvolvimento acontece de
forma precoce ou tardia.
Segundo a psicóloga Maria Elizabeth Nickel
Haro (CRP-08/021l), as crianças hoje têm menos
tempo de contato com os pais e iniciam uma interação
ampla mais cedo, pois tendem a iniciar a escola bem
novas ou ficar sob os cuidados de outras pessoas que
não são seus familiares. "Isso as expõe a uma va­
riedade muito maior de valores,comportamentos e
estímulos em geral, tanto positivos quanto ques­
tionáveis", explica. Outro fator é o ritmo de vida das
crianças atuais, muito mais veloz que o de antiga­
mente. As agendas costumam ser cheias e cronome­
tradas. "Não é por acaso que temos hoje tantas crianças
muito agitadas e com dificuldades na adaptação a li­
mites. Além disso, há menos tempo livre para brincar,
pois até mesmoas brincadeiras são planejadas, com
tempo marcado para acontecer e sob a supervisão de
cuidadores ou professores", explica.
A psicóloga complementa que a supervisão cons­
tante de adultos em ambientes protegidos, como escolas

e creches, tem como conseqüência a potencial limitação
da espontaneidade da criança, em uma fase em que ela
é crucial, pois a criança aprende a brincar o que lhe écomandado. "Muitas vezes não sabe como reagir diante
de situações simples, como quando outra criança tira
seu brinquedo, porque está habituada a ter um adulto
por perto que intervém antes que ela possa tomar uma
iniciativa", fala Maria Elizabeth. Por outro lado, toda
esta aceleração tem trazido incrementos na agilidade
mental, maior flexibilidade, rapidez de raciocínio e
conectividade deassuntos antes estanques. "A bagagem
de conhecimentos de uma criança de seis anos hoje, é
incomparável à de uma com a mesma idade há 20 anos
atrás", explica a psicóloga.
Um dos problemas mais comentados por pais e
professores é o déficit de atenção das crianças, mas a
psicóloga Tereza Brandão (CRP-08/00130) acredita que
às vezes é excesso de atenção. "As crianças vêm vindo
com uma novaconfiguração para esse momento de
mundo e elas estão mais telepáticas, essas crianças se
comunicam pelo pensamento. A sintonia e a percepção
é muito aguçada", conta Tereza. Ela exemplifica uma
situação na sala de aula. "As crianças
são extremamente auditivas, elas
podem estar olhando para fora, mas
estão prestando atenção no que a
professora está falando e con­
seguem aprender. Mas aprofessora
pode não entender, achando que
elas estão distraídas e chaman­
do a atenção, mas a criança
não é visual ela é auditiva,
se ela ficar presa ali no quadro
perderá toda a maneira de apren­
der, como se ela tivesse de desen­
caixado do jeito habitual de ser.
Essa situação vai dificultar a
aprendizagem, mas não é porque
ela tem déficit de aprendizagem e
sim porque ela tem um outro modo...
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