Crítica: “apologia de sócrates”

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  • Publicado : 20 de outubro de 2011
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“APOLOGIA DE SÓCRATES”
Por Platão

Resumo do texto:
A história de Sócrates, na obra, começa com a sua defesa advertindo que dirá unicamente a verdade e, ao mesmo tempo, afirmando que seus acusadores nada disseram de verdadeiro, embora tenham sido tão convincentes, que quase fizeram o próprio Sócrates crer que era culpado pelo que não fez. Demarca-se aqui a contraposição entre a sofística e afilosofia: Sócrates, representante maior desta na obra platônica, alega que, apesar de não ter a experiência de falar em tribunais e não dominar a retórica própria deste ambiente, pronunciará exclusivamente a verdade, sua preocupação como filósofo; seus denunciadores, ao contrário, não teriam compromisso com ela, mas apenas com a persuasão, para obtenção de seus interesses. O filósofo resgata asacusações que pesam sobre ele, desde as mais antigas, que não faziam parte do processo, mas poderiam influenciar a decisão dos juízes, até as mais recentes e oficiais. As denúncias que pesam contra Sócrates são a de não reconhecer os deuses que o Estado reconhece, de introduzir novos cultos, e, também, de corromper a juventude, pelo que receberia pena capital, caso fosse julgado culpado. Essaacusação é assinada por Meleto, que representa os poetas, mas não somente ele, também Ânito, representante dos políticos e artífices e Licon, ligado aos oradores, tendo os três os mesmos direitos a palavra no desenvolvimento do processo.
Pouco se sabe sobre Mileto. Teria sido um tragediógrafo, cujos motivos para acusar Sócrates, o acusado alega desconhecer. Ânito é tido como o provável mentor doprocesso. Era um cidadão importante, pertencente a uma família de ricos comerciantes de curtumes, tinha sido general a serviço de Atenas, durante a Guerra do Peloponeso. Destacou-se no cenário político ateniense por ser contra os Trinta Tiranos, ganhando simpatia por não pleitear recompensas pelos prejuízos econômicos, que sofrera durante a oligarquia. As razões que o levaram acusar Sócrates forammuitas, dentre elas, o relacionamento desaprovado de seu filho com o filósofo. Sobre Licon, pouco se sabe. Foi um orador relativamente afamado em Atenas, cujos motivos para a acusação Sócrates afirma desconhecer.
Em sua defesa, Sócrates, que atesta veementemente sua franqueza, busca um elemento que possa convencer os juízes de sua sabedoria. Menciona que o Oráculo de Delfos afirmou ser ele o homemmais sábio de sua época, pois ao inquirir os políticos, os poetas e os artífices, todos afirmavam obter a plena sabedoria, e que somente ele, Sócrates, era o verdadeiro sábio, porque tinha a plena noção de sua “douta-ignorância” (“Sei que nada sei”).
Depois de ser julgado, enquanto aguarda a sentença, Sócrates volta à idéia de fazer o que pensa ser justo, mesmo que suas ações o levem à morte. Tomacomo exemplo Aquiles, que mesmo sabendo que seu ato iria levá-lo à morte, recusou-se a agir injustamente, vingando a morte de seu grande companheiro Pátroclo.
Ao ser julgado, Sócrates diz não estranhar a decisão, mas sim a razão dos votos contra (230) e a favor (280) da condenação, pois se apenas 30 juízes da acusação tivessem votado contra ele tinha sido absolvido. Afirma que deveria fazer partedos célebres que se encontram no Pritaneu, local onde se reuniam os pritanes ou representantes do povo investidos de poderes temporários. Era também o local onde se recebiam os visitantes ilustres e onde tomavam refeições os pensionistas do Estado, os quais eram chamados de parasitose lamenta as leis de Atenas que lhe concedem pouco tempo para sua defesa, em comparação a outras cidades em que alei impede que uma pena de morte possa ser ditada em apenas um dia, e que por isso, seria impossível se desfazer de tantas acusações em tão pouco tempo. Sócrates declara ter sido condenado pela falta de pudor, mas não pela falta de argumentos, e afirma que não se arrepende da sua defesa, pois os que o condenam serão condenados mais tarde. Àqueles que votaram favoravelmente, diz serem justos como...
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