Corpo arte cidade

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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CORPO/ ARTE /CIDADE

Itajaí
2012

Introdução

Este trabalho esta sendo desenvolvido para avaliação acadêmica da disciplina Psicologia Social com o objetivo de refletir sobre as seguintes questões: Como o ser humano se constrói? Como ele se relaciona com o mundo? Essa proposta visa a tentativa de estabelecermos relações entre as questões teóricastrabalhadas na disciplina e questões práticas vividas em nosso cotidiano. Para isto realizaremos um processo de produção de imagens relacionadas a temática: Corpo/Arte/Cidade, pois compreende-se, a partir da Psicologia Social, que o ser humano se constitui no dialogo com o mundo, com seu contexto social e cultural, sendo a cidade lugar privilegiado, na atualidade, para esses processos de subjetivação.Fundamentação Teórica

No contexto da psicologia social, a formação do ser humano como sujeito, se dá, na construção de relações com o espaço social, onde o sujeito produz cultura e é produzido por esta, nesse sentido, concebemos que o ser humano se constrói a partir das relações estabelecidas com os outros, “representantes” da cultura, ou seja, a partir das relações de alteridade, entendidaaqui como o lugar de interação e interdependência dos sujeitos, sendo fundamental para a formação da subjetividade humana. Partindo desse pressuposto, podemos considerar que nossa subjetividade é construída de nossas crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva da humanidade. Rolnik (1992) define alteridade como: ...o plano das forças edas relações, onde se dá o inelutável encontro dos seres, encontro no qual cada um afeta e é afetado.
Nessa perspectiva, então, segundo Vygotski, ao nascer a criança se encontra imersa num universo sócio-cultural, num mundo significativo, que pode ser conhecido e comunicável. A descoberta e a apropriação deste universo definem o conteúdo do processo de constituição do ser humano. Em suaperspectiva, a especificidade humana decorre da dupla relação que se estabelece com a realidade, o ser humano se apropria da cultura e concomitantemente nela se objetiva, constituindo-se assim como sujeito. ( Zanela, A.V. “Sujeito e alteridade: reflexões a partir da Psicologia Histórico-Cultural” )
Concebemos desta forma, que esta cultura é significada a partir dos espaços sociais onde vivemos, sendocada vez mais claro o quanto o lugar onde habitamos constrói aquilo que somos como sujeitos, isto é, os espaços habitados se constitui em lugares de troca, de negociação de sentidos, territórios de subjetivação , tendo o poder de nos mudar, da mesma forma que simultaneamente também o modificamos.
Nesse caminho, acreditamos que Foucault ( 2003) agrega as discussões ao considerar que nos processos desubjetivação, entendidos como acontecimentos, tem sua composição conectada a um conjunto de outros elementos, inclusive geográficos, que são inseparáveis dessa experiência, de modo que não haveria um indivíduo ou grupo social acabado que preexiste ao território, mas uma multiplicidade de subjetividades que compõem essa conjunção território-subjetivação, vivendo-a seja singularmente, sejacoletivamente.
Concluímos então, o quanto é importante a análise da cidade onde habitamos, para compreendermos nossos processos de subjetivação, pois a mesma age de forma direta e indireta nesse processo.

Estas fotos foram capturadas com o objetivo de representar através de imagens a temática proposta pelo trabalho de psicologia social, Corpo/Arte/Cidade. O ser humano e o mundo são formados por umaconstrução social e através destas imagens podemos visualizar esta construção. Estes sujeitos que aparecem nas fotos já alcançaram sua melhor idade, e todos os dias vão a esta praça da cidade onde moram, e ali se relacionam, compartilham suas experiências de vida e interagem através de jogos num momento de lazer. Interessante perceber, dessa maneira, como aponta Magnani.
[...] defendo que os...
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