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  • Publicado : 8 de agosto de 2012
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CAPÍTULO VII
Aí Vem o Rei!
Se este livro fosse escrito no século X ou XI teria sido muito mais fácil para o autor. Grande parte do material aqui exposto é baseado no estudo de escritores muito antigos, freqüentemente cm língua estrangeira - latim, francês antigo ou moderno, alemão antigo ou moderno. O historiador medieval, porém, folheando os documentos do passado, verificaria serem todosescritos na língua que melhor conhecia - o latim. Não faria diferença nenhuma se ele morasse em Londres, Paris, Hamburgo, Amsterdã ou Roma. O latim era língua universal dos eruditos. As crianças naquela época não estudavam inglês, alemão, holandês ou italiano. Estudavam latim. Falava-se inglês, alemão etc., mas essas línguas só mais tarde passaram a ser escritas. O monge espanhol com sua Bíblia naEspanha lia as mesmas palavras latinas que eram lidas pelos monges de um mosteiro inglês.
Nas universidades do período encontravam-se estudantes de toda a Europa ocidental conversando e estudando juntos sem a menor dificuldade. As universidades eram instituições verdadeiramente internacionais.
A religião também era universal. Quem se considerasse cristão nascia na Igreja Católica. Não haviaoutra. E, espontaneamente ou a contragosto, era necessário pagar impostos a essa Igreja e sujeitar-se às suas regras e regulamentos. Os serviços religiosos em Southampton muito se assemelhavam aos de Gênova. Não havia limites estatais à religião.
Muita gente pensa hoje que as crianças nascem com o instinto de patriotismo nacional. Evidentemente isso não e verdade. O patriotismo nacional.. vem
emgrande parte de se ler e ouvir falar constantemente nos grandes feitos dos heróis nacionais. As crianças do século X não encontravam em seus livros didáticos desenhos de navios de seu país afundando os de um país inimigo. Por uma razão muito simples: não havia países, tal como os conhecemos hoje.
A indústria, como o leitor se lembrará de ter lido no capítulo anterior, deixou de ser doméstica epassou à cidade. Tornou-se local, embora não fosse nacional. Para os comerciantes de Chester, na Inglaterra, as mercadorias londrinas que pudessem interferir no seu monopólio eram tão "estrangeiras" como as procedentes de Paris. O mercador em grande escala sentia o mundo como sua província, e tentava com o mesmo interesse fincar pé num ou noutro.
Mas em fins da Idade Média, no decorrer do séculoXV, tudo isso se modificou. Surgiram nações, as divisões nacionais se tornaram acentuadas, as literaturas nacionais fizeram seu aparecimento, e regulamentações nacionais para a indústria substituíram as regulamentações locais. Passaram a existir leis nacionais, línguas nacionais e até mesmo Igrejas nacionais. Os homens começaram a considerar-se não como cidadãos de Madri, de Kent ou de Paris, mascomo da Espanha, Inglaterra ou França. Passaram a dever fidelidade não à sua cidade ou ao senhor feudal, mas ao rei, que é o monarca de toda uma nação.
Como ocorreu essa evolução do Estado nacional? Foram muitas as razões políticas, religiosas, sociais, econômicas. Livros inteiros foram escritos sobre esse interessante assunto. Temos espaço para examinar apenas algumas causas principalmenteeconômicas.
A ascensão da classe média é um dos fatos importantes desse período que vai do século X' ao século XV. Modificações nas formas de vida provocaram o crescimento dessa nova classe e seu advento trouxe novas modificações no modo de vida da sociedade. As antigas instituições, que haviam servido a uma finalidade na velha ordem, entraram em decadência; novas instituições surgiram, tomando seulugar. É uma lei da História.
O mais rico é quem mais se preocupa com o numero de guardas que há em seu quarteirão. Os que se utilizam das estradas para enviar suas mercadorias ou dinheiro a outros lugares são os que mais reclamam proteção contra assaltos e isenção de taxas de pedágio. A confusão e a insegurança não são boas para os negócios. A classe média queria ordem e segurança.
Para quem...
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