Cooperação - novo paradigma para a gestão da segurança industrial nas pme´s

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  • Publicado : 25 de agosto de 2012
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Cooperação - Novo paradigma para a gestão da Segurança Industrial nas PME´s

RESUMO
Neste trabalho aborda-se a cooperação no âmbito da gestão da Segurança das PME´s, como factor de competitividade empresarial, visando identificar, sob o ponto de vista teórico, os factores que possam ser determinantes e mobilizadores para o estabelecimento de parcerias.
Conclui-se da coerência da suaaplicabilidade á gestão da segurança, face ao conceito de cooperação apresentado, bem como da existência das condições de sucesso identificadas na literatura, nomeadamente, a compatibilidade nos objectivos dos parceiros; a existência de sinergias; contribuição das partes para a cadeia de valor dos parceiros e o equilíbrio nas contribuições dos parceiros.
Palavras-chave: Competitividadeempresarial, Segurança industrial, Cooperação empresarial

INTRODUÇÃO
NA SEQUÊNCIA DA TEORIA DO “TOTAL LOSS CONTROL” DE HEIRICH, 1959 [1], TAL COMO FORBES E BUCHNAN, 2006 [2], MÚLTIPLOS TÊM SIDO OS PROFISSIONAIS E ACADÉMICOS QUE TÊM DEFENDIDO A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DOS PROCESSOS INDUSTRIAIS, NO DESEMPENHO GLOBAL DAS EMPRESAS, ARGUINDO QUE UM ELEVADO PADRÃO DE SEGURANÇA CONSTITUI UM FACTOR DEREDUÇÃO DOS CUSTOS NO MÉDIO E LONGO PRAZO, BEM COMO, MAIS RECENTEMENTE, W. K. LAW, A. H. S. CHAN, K.R.PUN, 2006 [3] E YING HE, RUI-HUA HUANG, 2008 [4], DEFENDEM QUE A ADEQUADA GESTÃO DA SEGURANÇA CONSTITUI UM FACTOR DE COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL. CONTUDO, CONFORME EXPOSTO POR RIHARD A. CARALLI E WILLIAM R. WILSON, SD [5], NO SEU ARTIGO “THE CHALLENGES OF SECURITY MANAGEMENT”, A SEGURANÇA CONTINUAESPARTILHADA NUMA MATRIZ CONCEPTUAL ESSENCIALMENTE TÉCNICA, QUE MAIORITARIAMENTE TEM INFLUENCIADO QUER A GESTÃO DAS EMPRESAS, QUER O QUADRO LEGAL DA SEGURANÇA, QUER OS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA, QUER A INVESTIGAÇÃO E PESQUISA ACADÉMICA.
Neste âmbito, no presente artigo, sem pretensões a profundas análises das áreas abordadas, teremos como principal objectivo, evidenciar caminhos teóricos que possamjustificar a ponderação do estabelecimento de parcerias ao nível da segurança industrial, de modo a contribuir para o debate da Segurança, como elemento estratégico da gestão das empresas, visando a competitividade global e não somente como uma questão técnica.

Cooperação empresarial na gestão da segurança
Conforme referido por Franco, 2001 [6], a cooperação empresarial tem sido sugerida comouma estratégia viável para elevar o nível de competitividade das pequenas e médias empresas (PME´s), podendo constituir uma forma organizativa de superação das limitações de ordem dimensional, estrutural e financeira que caracteriza este grupo de empresas. Esta mesma abordagem consta do Plano Operacional da Economia [7], no qual é salientada a importância da cooperação empresarial e a lógica dasparcerias como forma de melhorar a “eficiência colectiva”, constituindo novas formas de iniciativa empresarial com bons resultados em vários pontos do globo, Filho et al, sd [8].
Neste contexto é oportuno caracterizar o conceito de cooperação e identificar os factores que possam ser determinantes e mobilizadores para o estabelecimento de parcerias no âmbito dos serviços de SHST. Segundo Franco(ob. cit), um acordo de cooperação (formalizado ou não) é definido como “decisão estratégica adoptada por duas ou mais empresas independentes, entre as quais não existe uma relação de subordinação, e que unindo ou repartindo parte das suas capacidades e/ ou recursos, sem chegar a fundir-se, estabelecem um certo grau de interrelação para alcançar um objectivo previamente definido”.
Assumindo aindependência das empresas da nossa unidade de análise, bem como a segurança como factor de competitividade cuja melhoria requer uma gestão estratégica, vejamos a sua aderência aos pontos-chave desta concepção de cooperação.

|Conceito de cooperação |Aplicabilidade á Segurança |
|Objectivo previamente definido...
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