Contra o abuso da ética e da moral

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 12 (2767 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 8 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DE EXTREMA
FAEX






CONTRA O ABUSO DA ÉTICA E DA MORAL
(Resumo do texto de Roberto Romano)
















EXTREMA, MG
Junho/2.010
DANIELE LIRA DA SILVA













CONTRA O ABUSO DA ÉTICA E DA MORAL
(Resumo do texto de Roberto Romano)











Trabalhoapresentado à disciplina de Filosofia, professor Edilberto Raimundo Daolio.













Extrema/MG
2.010
SUMÁRIO



1. Resumo do texto.................................................................................................04

2. Interpretação do texto........................................................................................07

3.Bibliografia..........................................................................................................11



































RESUMO DO TEXTO


Roberto Romano (professor titular de Filosofia Política e Ética na Unicamp), em seu texto editado na revista Educação & Sociedade, ano XXII, nº. 76, Outubro/2001, sob o título: Contra o Abuso da Éticae da Moral, inicia seu texto com a afirmação: “Sofremos uma violenta inflação do termo ética”. No mundo, como no Brasil, os termos ética e moral perderam o real valor. A imprensa e os setores públicos são os maiores responsáveis por essa incoerência. Deu-se o niilismo (¹) dos valores como denominou Niezstche.
Os meios de comunicação, a população em geral e os falsos especialista deturparamtanto as palavras “ética e moral” que elas acabaram por receberem adjetivos novos que se as transformaram em produtos rentáveis. Discursar sobre ética e moral nos dias de hoje fornece respeitabilidade, vazia, mas fornece.
Nos dias atuais, as palavras “ética e moral” se encheram de prepotência, venalidade e embuste; a exemplo de um poderoso coronel da política brasileira (o coronel em questão éo ex-senador da República pela Bahia, Sr. Antonio Carlos Magalhães), a favor da ditadura militar – que viola as regras da fé pública, é audacioso, e no discurso de renúncia ao mandato cita Kant (Crítica da razão prática) sem nenhuma vergonha pela hipocrisia de relacionar tal texto com suas atitudes vis, mormente por se tratar de uma deturpação do ensino Kantiano e só fez desvalorizar, ainda maisos coletivos. Vence o Niilismo.
O cenário é este: por um lado os parasitos políticos se fazendo de moralistas acusando e perseguindo qualquer um que pense diferente do que é posto pelo governo (Niilismo novamente). Por outro lado encontram-se os filósofos acadêmicos que através da interpretação ética e da moral procuram justificar o poder pelo poder esquecendo-se da fé pública e do pactosocial.
A palavra coletiva perde a força e a expressão em função do abuso das palavras ética e moral – governantes imorais desprezam as leis que eles mesmos elaboraram e procuram por privilégios mesmo tendo se afastado das funções públicas, retrocedendo aos tempos da barbárie.
Lembrando que “ética e moral” têm origem na mesma realidade humana: os costumes os textos de Plutarco: O palavrório eDe como distinguir o amigo do bajulador, seriam suficientes para explicar o termo “ética”. Assim como o texto Apologia do Padre Raynal, de Diderot, “há na sociedade tantos impertinentes papagaios que falam, que falam, que falam sem saber o que dizem, e mostram tanto prazer quando expandem o mal, que o maledicente ou caluniador consegue num dia mil cúmplices”.


Moral
É a ciência queaponta a direção da conduta sábia e os meios de a ela conformar as nossas atitudes. Ciência própria dos seres humanos que traz as provas da sua valia. Porém, também não é raro que ela seja interpretada diferentemente entre as pessoas, donde se conclui que os seus significados são incertos devido às várias combinações de idéias possíveis, além de que os interesses humanos vão contra a demonstração...
tracking img