Contas de vidro, enfeites de branco e “pote de malária”: epidemiologia e representações de doenças infecciosas entre os desana do alto do rio negro

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Universidade Federal da Bahia
Departamento de medicamento
Faculdade de Farmácia
Rodrigo Souza Conceição









Resenha do artigo científico: Contas de vidro, enfeites de branco e “pote de malária”: Epidemiologia e representações de doenças infecciosas entre os Desana do Alto do Rio Negro
















Salvador
2012


Rodrigo Souza ConceiçãoResenha do artigo científico: Contas de vidro, enfeites de branco e “pote de malária”: Epidemiologia e representações de doenças infecciosas entre os Desana do Alto do Rio Negro









Resenha crítica de um artigo científico apresentado ao Departamento de Medicamento Farmácia - UFBA, como critério de avaliação da matéria AntropologiaMédica, orientada pela Professora Ulla Macedo.






















Salvador
2012




REFERÊNCIA:

BUCHILLET, Dominique. Contas de vidro, enfeites de branco e “pote de malária”: Epidemiologia e representações de doenças infecciosas entre os Desana do Alto do Rio Negro. Brasilia: Departamento de Antropologia UnB, 1995, Série Antropologia, 187.



CREDENCIAIS DOSAUTORES:

Dominique Buchillet- Pesquisadora da ORSTOM e da Universidade de Paris X-Nanterre Institut de Recherche pour Le Développement (IRD).





RESUMO INFORMATIVO:

Este artigo é a versão ampliada de outro artigo chamado a "Epidemiologia e Representações de Doenças Infecciosas entre os Desana", no qual a autora retrata o Papel determinante das epidemias na conquista e colonizaçãodo Novo Mundo, em que as epidemias tiveram ligação com a entrada dos europeus e através de uma “guerra biológica” conseguiram conquistar as Américas. Mostra um pouco das representações indígenas (Desana) das doenças infecciosas. Em que existe uma suposta distinção indígena entre duas categorias etiológicas: as doenças de branco e as tradicionais. O objetivo é analisar as representações xamânicasde quatro doenças infecciosas: Sarampo, Varíola, Gripe e Malária.

Os Desana tiveram seus primeiros contatos com os portugueses, a partir de 1730, quando o Governo Do Maranhão e Grão Pará enviou tropas a essa região, buscava mão de obra indígena para compensar as epidemias de varíola e sarampo. Nos anos de 1740 até 1763 epidemias destas doenças asolaram e devastaram o Alto do Rio Negro. Apósesse desastre os índios foram reagrupados e forçados a trabalhar na agricultura e coleta de drogas do sertão .Em 1740, uma epidemia de varíola devastou o alto Rio Negro, matando grande quantidade de índios. No século XIX, os índios continuaram a trabalhar como mão-de-obra na construção das vilas coloniais, na agricultura e na coleta de produtos silvestres.

O boom da borracha que atingiu o altoRio Negro de 1870 a 1920 inaugurou um outro ciclo na exploração e na dizimação dos índios dessa área. E estes foram novamente dizimados pelas repetidas epidemias de varíola, de sarampo e febres palustres. Em 1913, Oswaldo Cruz menciona a alta incidência e letalidade de paludismo nos povoados ribeirinhos e nos seringais, assim como o deplorável estado de saúde dos habitantes dessa região e atribui oestado de saúde do povo a doença. Em 1919, uma epidemia de gripe espanhola dizimou a população do baixo Rio Negro.Os missionários salesianos, começaram a se instalar de modo permanente na área a partir de 1915, e puseram um freio as atividades de exploração. Porém epidemias de gripe, coqueluche e sarampo assolavam os índios devido obras de instalação e das visitas periódicas dos salesianos.

ASUCAM realizou várias campanhas de erradicação da malária. Porém, desde 1974-75, assiste-se ao seu reaparecimento, por ocasião da invasão das empresas mineradoras e garimpeiras. Aliadas às mudanças no modo de vida dos índios trazidas pela colonização e cristianização essas doenças tiveram um papel significativo na depopulação do alto Rio Negro.

Varíola, sarampo, gripe e malária, têm perfis...
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