Contabilidade

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Aula 2:

PRINCÍPIO DA REALIZAÇÃO DA RECEITA
Segundo esse princípio, a entidade só apurará lucro ou prejuízo em um período juntamente com a realização da receita. Normalmente, a realização da receita ocorre no momento em que há a transferência de um bem ou de um serviço a terceiros.
Na atividade industrial, a lógica é a mesma, mas devemos pensar em produção e venda em vez de em venda erecebimento. Todos os gastos consumidos no processo de fabricação (matérias-primas, mão-de-obra e custos indiretos) devem ser somados aos produtos e contabilizados como estoque enquanto não forem vendidos.
Quando esses produtos forem vendidos, deixarão de ser estoque e se tornarão despesas, chamadas Custos dos Produtos Vendidos.


Custos indiretos de fabricação (CIF) são aqueles quenão podem ser diretamente apropriados aos produtos, e qualquer alocação tem de ser feita de maneira estimada, por meio de critérios de rateio.
A mão-de-obra direta (MOD) é aquela associada diretamente a cada produto, pois há uma medição de quanto cada operário trabalhou em cada unidade e quanto custa cada operário para a instituição.
A mão-de-obra indireta (MOI) não pode ser alocada aosprodutos por meio de uma verificação direta e objetiva. São exemplos os chefes de operários e supervisores, que se dedicam a todas as linhas de produção dos diversos produtos.

PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA (OU DA CONFRONTAÇÃO ENTRE RECEITAS E DESPESAS)
Segundo este princípio, após a realização da receita, todos os esforços (despesas) para a sua obtenção devem ser deduzidos.
Existem doisgrupos de despesas: as incorridas (consumidas) para a obtenção das receitas reconhecidas no período e as realizadas para a obtenção de receitas que não necessariamente foram reconhecidas no período.
Apenas os gastos ocorridos na produção fazem parte do estoque dos produtos (que só se tornam despesas quando vendidos, e são lançados na conta Custo dos Produtos Vendidos – CPV), enquanto gastosrelacionados à administração, às vendas e ao financiamento são despesas.

PRINCÍPIO DO CUSTO HISTÓRICO COMO BASE DE VALOR
Este princípio diz que os ativos devem ser contabilizados pelo seu valor original de entrada, mais o que foi gasto para que o bem entrasse de fato em funcionamento (frete, instalação etc.). Isto é chamado de custo histórico. Logo, os estoques são avaliados pelo CUSTOHISTÓRICO, sem correção devido à inflação.

CONVENÇÃO DA CONSISTÊNCIA OU UNIFORMIDADE
A alternativa para o registro contábil de um fato deve ser adotada de forma consistente. Isso quer dizer que a instituição não deve mudar seus critérios sempre. Porém, quando houver realmente necessidade de mudanças, ela deve comunicar o fato em notas explicativas às demonstrações contábeis eevidenciar seu reflexo no resultado (diferença quando é comparado ao valor que seria obtido caso houvesse consistência).

CONVENÇÃO DO CONSERVADORISMO OU PRUDÊNCIA Toda vez que existir dúvida sobre como deve ser tratado um fato, deve-se optar pela forma mais conservadora. Se um gasto pode ser contabilizado como ativo ou despesa, opta-se pela despesa (é uma solução mais conservadora porque a despesareduz o lucro). Ou, se um valor pode ser passivo (dívidas) ou patrimônio líquido, opta-se pelas dívidas.

CONVENÇÃO DA MATERIALIDADE OU RELEVÂNCIA
Este princípio indica que, para valores monetários considerados imateriais (pequenos) se comparados a um valor total, não é necessário ter um procedimento contábil rigoroso.
Sendo assim, alguns itens que deveriam ser registrados comoativos e só se transformarem em custos e despesas à medida que são consumidos são tratados como custos e despesas no período em que são adquiridos para facilitar a contabilidade (por exemplo: materiais de limpeza).
Porém, a soma de diversos itens irrelevantes pode se tornar significativa, e a partir daí merece tratamento contábil rigoroso.
RESUMO


Pelo Princípio da Realização da...
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