Contabilidade social

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Campus Centro |
CURSO DE ECONOMIA | |
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| |Contabilidade Social |
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| |Prof. Rogério Koscianski |


HISTÓRICO DA CONTABILIDADE SOCIAL


No período dos teóricos da escola econômica clássica, a ênfase dos estudos sistemáticos sobre problemas de economia política era dada para os aspectosqualitativos, entre os quais: como a renda é gerada e repartida, o quê se entende por produção, produto, renda, investimentos etc. Os estudos de ordem quantitativa eram frutos de verificações empíricas ou de esforços esparsos.
A primeira estimativa de renda nacional, segundo Stuvel, foi realizada há cerca de três séculos pelo inglês William Petty.
Em 1696, Gregory King elaborou uma tabela estatística darenda nacional inglesa e gaulesa.
Em 1758, François Quesnay publicou o seu “Tableau Économique”, uma das mais significativas contribuições dos chamados fisiocratas à economia. Tratava-se de um quadro esquemático que apresentava o fluxo circular dos bens da França, demonstrando que o processo de produção e troca se auto-renova. Baseada na circulação sanguínea, a tese era revestida da forma de umbalancete indicando a troca de mercadorias e dinheiro entre as diversas classes de participantes da vida econômica do sistema (análise da estrutura da economia).
Durante a Revolução Francesa, o famoso químico Lavoisier defendeu a feitura de contas nacionais que servissem, nas suas palavras, como “um vèritable thermomètre de la prospérite publique”, realizando, em 1791, a avaliação da RendaNacional Francesa.
A partir da segunda década do século XX, especialmente no ano de 1920, registram-se dois marcos históricos no campo da Contabilidade Social: (1) no âmbito dos países de regime capitalista de produção, Simon Kuznets, chefiando a equipe do National Bureau of Economic Research, dedica-se às estimativas sistemáticas da Renda Nacional nos Estados Unidos da América; (2) por sua vez, noâmbito dos países de regime socialista de produção, a URSS passa a apresentar, continuamente, os dados quantitativos oficiais da economia soviética.
Foi, entretanto, após o evento da crise de 1929/30 que os governos se conscientizaram da necessidade de intervirem direta e indiretamente para regular e corrigir certas distorções na atividade econômica, sendo imprescindível, para tanto, que estivessemdisponíveis informações reais e sistematizadas sobre o funcionamento global e sobre o interrelacionamento das variáveis do sistema econômico do país.
Desde então, e sobretudo com a publicação da obra de John Maynard Keynes em 1936 (The General Theory of Employment, Interest and Money), é que se estimularam os esforços orientados ao aprimoramento das técnicas de mensuração dos agregadosmacroeconômicos e a contabilidade social, como hoje a conhecemos, passou a merecer atenção geral.
Todavia, é somente após a 2ª Guerra Mundial (1939/45) que se torna acentuado o emprego da contabilidade social como orientação para políticas governamentais destinadas a influenciar e regulamentar a economia nacional.
É a partir de 1945 que passam a tomar significado os estudos para novos critériosmetodológicos, ou seja, os chamados SISTEMAS DE CONTAS NACIONAIS, nos quais as grandezas econômicas ou agregados macroeconômicos são apresentados sob forma contábil.
Não se trata mais de apenas quantificar a Renda ou o Produto gerados na economia, mas de incluir esta mensuração num conjunto de contas onde estes agregados são devidamente associados às transações que os originam. Tal sistema se desenvolve...
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