Contabilidade moderna

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DESPERTAR DO CONHECIMENTO CONTÁBIL

A situação privilegiada a que chegou a Contabilidade neste início de século XXI, é fruto de uma sedimentação milenar de esforços intelectuais, esses que sempre foram os das vocações dos contadores.
Foi dessa profissão que emergiu a invenção dos números abstratos, na Suméria, há cerca de 5.200 anos, dando origem às matemáticas, como também foi do registrocontábil que nasceu a escrita comum, aquela que permitiu o evoluir de todas as literaturas.
Números e letras tiveram por origem, pois, a ação dos que se dedicaram às contas patrimoniais.
Seguindo a esse luminoso curso de vitória da razão foi que, também, nos albores do século XIX, conquistou-se a dignidade científica, vitória de uma das mais brilhantes etapas do conhecimento contábil.
Tal saber,originário da observação das coisas que acontecem, da procura das verdades que regem as relações entre os elementos que fazem acontecer os fatos, acendeu na mente dos referidos profissionais a luz que permitiu perceber que a informação nada mais era que um simples caminho, mas, não a verdadeira finalidade de uma importantíssima cultura, nem o objetivo maior da utilidade do conhecimento patrimonial.Ter consciência sobre o porque ocorrem os fatos, o que deveras eles significam, sob que condições a riqueza se transforma, passou a ser um escopo, aquele que realmente justificou o valor de um estudo superior da Contabilidade.
Mais que cumprir uma formalidade informativa, relativa a situações demonstradas, foi preciso buscar o entendimento sobre os fenômenos patrimoniais, visando a umautilidade competente para explicar as causas do sucesso ou do insucesso na utilização da riqueza.
A busca de esclarecimentos sobre os acontecimentos é uma prática antiga, esteve presente nas reflexões dos mais ilustres personagens da civilização, inclusive de contadores e empresários, mas, a curiosidade, por si só, jamais conseguiu alcançar os propósitos perseguidos de forma organizada.
Só passadomilênios, quando o ser humano começou a preocupar-se não apenas em desvendar os mistérios da natureza, mas, também, o que dizia respeito a ele mesmo, às causas promotoras de sua existência, à utilidades que geria, quer isolada, quer em sociedade, um outro filão de interesses surgiu, formando as ciências humanas e as sociais.
Nessas se inseriram, também, as matérias indagativas e explicativas sobre asevoluções da riqueza, quando esta se usa a serviço do bem estar dos seres, sob diversos aspectos.
À Contabilidade coube o estudo racional do patrimônio em face da eficácia deste, especificamente se dedicando ao estudo sobre a satisfação das finalidades ou objetivos das unidades de que a sociedade humana se compõe, ou sejam as das "células sociais" (empresas e instituições de fins ideais).
Desdeos mais remotos tempos, todavia, como manifestação intuitiva e empírica, o homem primitivo já se apercebera de que o meio material para a sobrevivência era algo que muito interessava bem conhecer e foi assim que se formou o primeiro conceito sobre o patrimônio.
Tal efeito da inteligência levou o habitante da caverna a fazer as primeiras inscrições contábeis, em registros que, há cerca de 20.000anos, sulcaram peças de ossos e pedras ou se manifestaram em pinturas e marcas nas paredes, tetos e solos das grutas, visando a guardar memória sobre o que se achava acumulado à espera de utilização.
Milhares dessas gravações ainda se conservam nos primeiros abrigos naturais do ser humano e tais provas estão espalhadas em várias partes do mundo, inclusive, e, com abundância, em dezenas de grutasbrasileiras (em Montalvânia, Vale do Peruaçu, Pedra Furada etc.).
Se por um lado as manifestações foram intuitivas, informativas, não deixaram, também, de revelar um recurso de inteligência, pois o cérebro, naquele tempo remoto, poderia guardar um expressivo número de significados, considerando-se que o homem do Paleolítico Superior não tinha armazenado mentalmente muita coisa.
O empirismo,...
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